quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Old love

Já notou como, frente ao espelho, somos tão parecidos? Como também vai além da imagem. Vem de dentro e reflete em nossos olhares, nossos risos e nessa nossa imagem frente ao espelho, este que encaramos hoje enquanto eu escovava os dentes e você lavava o rosto. Tudo tão natural.

Fazem exatamente oito semanas três dias que te conheço. Sete semanas e três dias em que te sinto como meu primeiro amor. Seis semanas e três dias em que confirmamos não viver sem o outro. E há os que insistem em subestimar a energia a nossa volta. Já notou a loucura que nos cerca? Não parece tão comum a você, a minha presença em sua casa, andando pelos cômodos com a sua camisa? Pois para mim, é tão comum o seu cafuné enquanto aos poucos adormeço.

Coisas que me assustariam à oito semanas e um dia atrás, já me parecem engraçadas e normais ao meu cotidiano. 


Não estou dizendo que não tenho medo. Eles vem, não há como escapar. Eles entram pela fresta da janela, sussurram ao meu ouvido, mas você os escuta e segura minha mão. Em situações em que qualquer um deixaria apenas a ausência, uma sombra ou carta, talvez. Você é presença.


Você: sinônimo de cais, âncora, querência.

Já notei que nesse mundo faltam pessoas com coragem de se apaixonar. Tão poucos aqueles dão a cara a tapa para viver algo assim. O tão mal falado amor. Aos que hasteiam a bandeira contra o amor, meu querido, nunca provaram desse nosso amor recíproco. Desconhecem a face dessa emoção ao encontrar-te. Foram todos enganados pela desilusão. Coitados, um dia alguém vem, assim como você veio a mim e, mostra que algumas quedas não machucam, que algumas viagens são extremamente prazerosas independente do destino.
Somos sortudos, sei bem dessa verdade. Mesmo com os tapas na cara,  você continuou assim como eu, tenaz. Somos felizes à moda antiga. Eu já disse que amo esse nosso amor antigo? Que não finge, não força. Adoro quando fujo para seus braços e ali me embolo, te puxo, toco e sinto. Amores assim estão escassos. E digo, ser a primeira vez que provo isso. E quando se prova do melhor, querido, todo o resto perde o sabor.

Ao amanhecer, até o anoitecer é em ti que penso, meu amor.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Tão cedo... (Texto + Trilha Sonora)

Qual o significado e valor do tempo para você? Queria entender como conseguem descrever um sentimento baseado no tempo que demorou ou durou. Como eu poderia nomear o que sinto com base nos dias, desde a primeira vez em que te vi , até hoje, sendo que, ainda sinto como se fosse o primeiro encontro? Paixão? Talvez. Amor, é a sua vez. Seria justo mesmo medir meu amor com base nas horas em que penso em você comigo, não pelo tempo que nos damos as mãos. É muito fácil amar olhando nos olhos e nos momentos em que estamos tão alto que, por mais um pouco, tocaríamos o céu. É lindo, divino. Difícil é amar depois de um discussão ou nas horas em que está apenas você e sua consciência. Com ela, amigo, medida de tempo nenhuma tem vez.

"Amor vem com o tempo", eles dizem. Sim, verdade, mas ninguém disse quanto desse tempo.

Amor é tudo, menos limitado.

Não que a intensidade e demora de nossos beijos, o prolongamento de prazer das suas mãos passeando pelo meu corpo ou as horas em que nos demoramos, perdidos no olhar do outro, não sejam bons medidores do que há aqui dentro. É só que pouco tem haver com a duração e muito mais com as reações dentro de mim, tão visíveis. Quando se trata de você, sou transparente como um vaso de cristal, claramente perceptível o que se passa no interior.

Como podem tentar ditar que o que sinto é verdadeiro ou falso só por ter acontecido rápido? Meu amor não usa relógio, é atemporal, eterno em seus momentos. Ele voa na velocidade em que se cativa por ti. E eles insistem em definir-me, mas não enxergam o brilho que refletem meus olhos ao falar de você. Não sentem as pernas bambearem em todo -  seu - primeiro toque do dia. Não escutam meu peito imitar as batidas da Beija-Flor quando escuto sua risada, ou quando nos beijamos e tocamos, tão eufóricos. Não são invadidos pela calmaria dos teus braços e não se sentem seguros na sua presença. Não sabem o gosto daquele sorriso pós beijo que faço questão de lhe dedicar. Muito menos sentem a saudade que invade, sem pedir licença, nos dias sem você, meu sol particular. Nem mesmo imaginam o quão alto as borboletas voam em meu estômago.


Sou eu quem sente.

E talvez mais alguém saiba o que é isso, talvez essa pessoa me compreenda quando parafraseio Lacombe e digo que o amor é para os raros.

Eles não sabem dos nossos planos, nem dos nomes do nossos filhos, os apelidos que damos aos seus cachorros. "Mas tão cedo?", eles dizem. E eu, docemente, respondo:

Tão cedo sim. Tão cedo vi que importante mesmo é ser livre para amar o tempo que for para que, esse amor, se eternalize. Fui abençoada com a chance de ser feliz. Encontrei alguém que se preocupa comigo e faria tudo por mim. E não jogarei ao vento algo tão belo e inesperado: amar. Fui abençoada com a falta do ar a cada fim de beijo e o desejo de mais, com a vontade de declarar meu amor todos os dias à uma única pessoa; de morrer de amores e me sentir a pessoa mais viva desse mundo. Tão cedo, como dizem, aprendi que, amor de verdade, não se mede por tempo. E que tempo significa amadurecer e estar preparado para ao inesperado que a vida te reserva.

E você, meu bem, foi a melhor surpresa que me apareceu.


(Delicie-se com How Deep Is Your Love)

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Bolhas.

Tenho decorado todos teus sinais.


Por fascínio? Claro. Por amor? Muito. Por querer? Óbvio. 


Qual ser humano deixa de decorar algo que se é fascinado ou ama ou quer? (Imagina todas as alternativas citadas, né!?).


mais bacana disso tudo é, que, eu te decoro até mesmo quando estou com a mente ocupada em você. O pensamento está em ti, mas o subconsciente continua armazenando seus sinais automaticamente. 


Tipo quando eu acabo de sair daquele encontro entre nossos lábios bem intenso, em total êxtase, com o pensamento em nada. E quando tudo volta pra mente: Percebo que eu decorei cada movimento da sua boca, língua, mãos e corpo. 


Sou fascinado em todos sinais que te rodeiam. Principalmente suas linguagens corporais.


Amo suas reações e ações, que também são sinais. Simplesmente: AMO! 


São tantos sinais, que eu ficaria horas aqui enumerando. Mas vou citar os meus preferidos:


1 - Seus sorrisos maravilhosos: após aqueles beijos nos quais ficamos sem ar, seguido das mordidas nos lábios inferiores, puxando um tanto pra esquerda.

2 - A maneira que seu corpo reage: quando te direciono elogios, seguidos de sobrancelhas eretas, sorrisos mordidos e mãos aleatórias - quase sempre nas pernas - em alguma parte do seu corpo. 

3 - No primeiro encontro do dia: o jeito que seus passos balbuciam quando vens caminhando na minha direção, são totalmente diferentes do modo em que andas. 

4 - Quando você enrola o cabelo na ponta dos dedos ou ajeita a franja, frangindo a testa: quando fica curiosa. 

5 - Suas pupilas dilatando: quando minhas mãos encontram fortemente sua cintura, seguida de suspiros que levam de 2 á 4 segundos.


Entre outras dezenas de sinais... 


Sinais que faço questão de guardar para criar a minha bíblia sobre você, te estudar e ser seu devoto.



Teus sinais são como bolhas feitas de sabão e eu sou a criança abobalhada que corre atrás de cada uma delas. 


Tu assopras um monte dessas bolhas e vou correndo ao encontro de todas elas. Fascinado, com os olhos brilhando, desesperado (de alegria), perdido com a quantidade delas no ar e destrambelhado... Mas consigo catar cada uma dessas bolhas. No final sempre fico com o cheiro (essência) de cada uma delas em minhas mãos e querendo mais, mais e mais.  




Me perco em todos teus sinais, mas acabo me achando em cada um deles. 


Apolo.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Deixa eu te contar... (Texto + Trilha Sonora)

Olá, sei pelo sorriso aberto que tudo está bem contigo. Comigo? Ah, por aqui está tudo as mil maravilhas... Mas vem aqui, deixe-me lhe contar algumas coisas.

Você sabia que adoro esses pequenos furinhos que tens de cada lado da bochecha? Sim, esses que estão bem do ladinho dos cantos da parábola perfeita. As tais covinhas que acompanham esse sorriso que, suponho eu, acabou de surgir em seu rosto. Aposto que agora, após ouvir minha voz em sua mente, desvias o olhar brevemente, estás rindo ao terminar este parágrafo.

E o que é o som da sua risada! Um pouco grave, mas suave, leve, daqueles risos que limpam a alma e me faz em meio ao meu próprio riso, me pegar admirando e deliciando-me ao som que fazes. Sua gargalhada é música, assim como cada nota que compõe tua voz. 

E quando percebes, suas maçãs do rosto coram, você suspira e me olha, na verdade, atravessa minha estrutura. Adentras o princípio vital da minha emoção e comanda minha razão. E eu desmonto, me refaço em teus desejos tão visíveis em seus olhos que acompanham toda extensão do meu corpo e voltam ao ponto inicial: fixa a ti em meus olhos.

E ali és todos os sentidos que transitam em minha alma. Você: a euforia que me acalma.
Devo lhe contar também que, nos meus momentos de fragilidade, você não se faz minha força. Afinal, você não me vê como uma donzela frágil, assim ao invés de se fazer minha força, me empurras e alimenta em mim os sonhos que pensei ter perdido, mostrando a mim que se é de força que preciso, é isso tenho de sobra. Você, em todos os sentidos, me estimula. Seja para comer o que combinamos no rodízio, na academia, nos projetos, na vida. 

Acordar ao teu lado é uma dádiva, ao te ver ali, de olhos fechados ou em outros dias que vejo que estás a me observar, afirmo que minhas escolhas até aqui só me levaram mais próximo ao paraíso. Olha o que você faz de mim quando estou contigo, me faz mais leve, mais livre, mais risonha, mais boba e mais mulher. Vejo em suas feições, quando passo de uma menina travessa a uma mulher fatal, e o que isso faz contigo. As consequências dos mais simples toques de nossas mãos livres no corpo do outro, estampadas no arfar e na curva do sorriso.

Comprometo-me a todos os dias casar-me com esse seu misto de personalidades. Meu amigo, meu irmão, meu pai, meu namorado, meu amante, meu marido, meu anjo, meu cais. Prometo a ti que jamais lhe deixarei esquecer o bem que fazes a mim. E que nos dias chuvosos, você é aquele raio de sol que aparece para fazer o arco-íris colorir meu céu. 

Nosso amor é brisa; é furacão. 

Somos amor de outono, inverno, primavera e verão.









(Delicia-te ♥)


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Sou camaleão

Foto por: Apolo (@apolo.6)
Há dias em que sou tantas de mim em tão pouco tempo. Horas em que me dispo de qualquer desgosto por ser essa confusão de sentidos e sentimentos. Eu me assumo romântica, conservo meu arcaísmo na modernidade que é o mundo e, por consequência, minha vida. Sou daquelas que gosta do imprevisível, mas não o suficiente para me jogar por completo no que desconheço. Ambiguidade na certeza e certeza na ambiguidade. Há algo mais moderno que o confuso?

Nunca recebi flores, mas também nunca concordei com a impressão que dão a elas, como se fossem símbolos do amor do casal. Se é para ser símbolo vivo, porquê entregarias a mim algo que está sem vida? Ainda assim, me encanto com a beleza e a demonstração de afeto. Na verdade, me encanto até mesmo com o ar quando a pessoa certa está por perto.

Admito, tenho tendência a fazer do que sinto o habitat perfeito. Sou camaleão, me adéquo ao ambiente, ao momento, ao que se sente, a vida e seus desdobramentos. Moldo-me ao que se faz presente.

Foto: Apolo (@apolo.6)
Sou camaleão na paixão e no amor, da sua emoção até a minha reação. Pinto-me de verde, azul, rosa, amarelo, carmesim, a cor que for preciso nesse frenesim. Nesse jogo de ser parte tua, apenas me faço o necessário para ser sua esperança, calma, amor, alegria e fogo. E não importa o que visto, me dispo diante de seus olhos, para que me veja mudar conforme o que sinto ao ver em ti o clássico modernismo que me completa.

Sou camaleão de alma aberta.

Me sinto assim liberta de todos os padrões e obrigações impostas a mim e aos que na Terra vivem. Mudo em mim aquilo que quero, apenas com o intuito de a mim agradar. Amo quem me cativar. Abro as portas para quem quiser embarcar nesse mundo confuso e multicolor.  Confesso, não busco ser perfeita, tão pouco acobertar meus defeitos. Apenas aceito meu lugar camaleônico no mundo.

Sou camaleão do universo que habita em mim que, por sorte abriga a ti. 

Sou camaleão única e exclusivamente do que repousa em meu coração. 

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Quando lhe disse que te amo pela primeira vez (Texto + Trilha Sonora)

Eu nunca fui de reservar sentimentos, tampouco me entrego inteira a breves momentos. Confesso não ter paciência para os constante desalinhamento daqueles que insistem em viver de lamentos. Busquei preservar as minhas declarações para quem tivesse preparado para me ver por completo. Nem todos estão de prontidão para conhecer-me. Sou alma e coração, com a dose certa de razão necessária para domar os exageros da paixão. 



E você se aproveitou da única brecha deixada. Você me mostrou um mundo real tão parecido ao fictício. A princípio, senti medo do perigo, mas com seus olhares e risos, logo fiz do vazio entre seus braços, meu abrigo

Você aceitou meus carinhos, havia paz ao seu lado e, quando partia a saudade me invadia, não pedia licença, apenas a sua presença em meu dia-a-dia. Meu peito tão logo explodia ao te ouvir, os lábios curvavam ao te ver, as palavras fugiam e, a sós, as pernas tremiam. Os seus lábios traziam os arrepios, seu corpo me envolvia, no frio me aquecia e na delícia da sua companhia só(r)ria.


Contudo, mantive as três palavras contidas, com breve receio de me antecipar, mas já me sentia incapaz de ignorar. Um sentimento tão belo não merece esperar para se revelar. Então, com as mãos suadas eu disse o quão apaixonada estava e que, além ainda, lhe amava. Vi seu sorriso colorir a reação mais esperada: sua felicidade incontida no seu olhar revelava o amor que eu sempre sonhara.

Hoje, liberto-me ao dizer que te amo todos os dias. Convicta de que habitas em mim como o sal habita o mar. Expresso, desta forma, ao mundo a minha forma de te amar.



(Delicia-te ♥)


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Pontos que me fizeram amar (e me perder em) você. (Texto + Trilha Sonora)

Primeiramente, você me encantou com suas cantadas, suas brincadeiras, sua leveza. Seu notar. Afinal em um mundo no qual se valorizam curvas, tamanhos, o físico acima do essencial, alguém que perceba a beleza do seu olhar é, no mínimo, raro.



Em segundo: seu charme. Ah, mas isso não dá para negar. Assim, bastou a mim provar de ti, meus lábios por tua clavícula, pescoço e boca. E então os seus lábios descobrindo os detalhes da minha pele. Confesso-lhe, sua boca mapeando meu corpo causa os mais deliciosos arrepios. Já me encontro viciada em teu toque. Você bagunçou tudo, remontou a cena à sua maneira. Sabe o mais louco? Eu amei e, de tal forma, me adaptei ao seu sorrir, ao seu pensar e agir. Após novos olhares em sua direção, novos toques de suas mãos, seus braços me envolveram, me enrosquei em seus laços. Nesse momento me aninhei junto às batidas de seu coração. Sou incapaz de mensurar os sentimentos que ali me invadiram na sensibilidade daquela situação.

Você é um misto de adrenalina, anestesia, poema e poesia. Quase mítico. Com sua essência que, me enebria com sua presença e faz tanta falta na ausência. 
Já me perdi na contagem, mas que bobagem a minha, enumerar todas as coisas que, tão logo, amei em você. Me perdi novamente em ti e nas lembranças que invadem minha mente. Tão mal educadas, nem licença pedem. Coisa mais boba essa de amar, não é mesmo? E a mais linda, ainda mais se tiver teus beijos, tua voz. Mais uma das vantagens de fazer parte desse nó que somos nós. 
Longe de mim, cometer exageros, mas grande parte do que sou contigo, é reflexo do que és comigo. Me perdi ao me apaixonar ainda mais pelo que me fazes sentir, quando invades a mim, física ou mentalmente, tomas posse de tudo a minha volta.Temos a intensidade de um amor de verão, só que, meu bem, nesse Rio de Janeiro, amor de verão dura o ano inteiro. E se algum dia algo esfriar, aquecemos dançando em um quarto em chamas, ao som de John Mayer tudo volta a se encaixar. A gravidade volta ao seu devido lugar. 
Momentos com você requerem corpo, alma e coração completamente abertos para toda fluidez de sensações e emoções que apoderam-se de meus sentidos, desejos e me mantém em uma calma eufórica. 

És a soma do que há de melhor em mim.
Então façamos assim, que para nós não haja fim.


Antes de terminar essa breve declaração, preciso confessar que amo algumas coisas, como: quando beijas minha mão enquanto caminho meio desastrada, ou quanto estou deitada ao seu lado. Me pego inebriada, abobalhada e extremamente encantada a olhar para ti. Geralmente, ao seu lado, não paro de sorrir. Esses meus (sor)risos são instantâneos ao te ver se aproximando, quando comigo fazes planos, nesses momentos percebo que, pouco importa além de nada, o tempo que passa. 
Sempre encontrarei, em nós, motivos para continuar te amando. 



(Apaixone-se em queda livre ♥)





quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O gosto de nós (Texto + Trilha Sonora)

Gosto de nós. É isso, ponto. Ponto sim, mas de continuação. Deixa de lado os finais, usaremos também as vírgulas e a exclamação. Se é para falar de emoção, deixemos de lado esse papo de razão. Vamos ver as consequências dessa nossa imediata ligação, que vai muito além da mera atração e, com um pouco de paciência, cultivar o que há de melhor nessa chuva de sensações. 
Estás vendo? Ponto final se torna dispensável quando se trata de nós. 
Eu quero a paz que você me traz. Já lhe falei que você se encaixa perfeitamente em mim? 
Corpo e alma. Euforia e calma.
Sabe, eu gosto dos seus detalhes, como o calor dos seus braços envolta de mim, da textura da sua pele quando toca a minha, das suas mãos subindo pela minha nuca, de encontro a meus cabelos e, ali me provoca. Invoca os desejos mais obscuros, guardados em segredo. No claro ou no escuro, suas mãos, seu corpo e sua boca tomam posse de mim, e assim, me entrego a ti sem medo. Gosto do som da sua voz, sussurrando ao meu ouvido, atiçando a libido. Meu eu lírico aflorado com sua presença. Meus sentidos não aprovariam tua ausência.
Tu és pura essência. 
És como rosa-dos-ventos em meus momentos, és meu norte, meu sul, leste e oeste e todas as direções. Onde preciso ir, é aonde estás.
Gosto de nós, de como nos vemos, como sentimos. Gosto da nossa imagem nas fotos e espelhos. Combinamos. É verdade o que todos dizem. É tão maravilhosa a simplicidade de nós, a facilidade de sorrir, o gosto do beijo e a vontade de mais. Gostar de você é fácil, é doce, descomplicado. Até gosto mais de mim ao seu lado. Gosto das suas dicas de músicas, das suas reações a elas. Gosto das suas mensagens, das ligações antes de dormir. Até me acostumei com o bater de asas no meu estômago quando te vejo. Até parei de tentar esconder o brilho nos meus olhos e sorriso bobo ao falar de ti. Não posso, não preciso e nem quero esconder ou mascarar o que sinto. Sempre fui contra sentimentos em cativeiros. E olha que louco, você também. 
Amo suas piadas, suas histórias e a bondade que emana de ti. Gosto da nossa sintonia, da nossa comunicação. Nos damos tão bem que parece que nunca estivemos separados. Gosto da proteção dos seus braços, dali posso ouvir as batidas de seu coração, sentir sua respiração tão relaxada, suas energias passando a mim toda sua serenidade. Acho incrível essa cumplicidade, entre nós não há ambiguidade, hesitação, somos ambos movidos a pura emoção. Sinto que posso ver sua alma através de seus olhos, sentir a paixão em sua voz. 
Já lhe contei, alguma vez, como gosto de nós?


(Para ouvir enquanto lê ♥)



quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Sobre seu sorriso sob meu olhar.

É daqueles que transmite sentimentos, que ainda sem jeito, encanta. E quando canta? Faz das ondas sonoras seu coração, é de todo emoção e, sem saber traz para mim a inspiração. Ao seu tom, o mundo envolta dança. Não dá para negar, és tão fascinante quando o mar para o seu marujo e, em teu sorriso encontra-se refúgio. 
É a parábola perfeita. 
Não é só riso, é sorriso no olhar.
É tão natural o seu amar, tão belo ver teus sonhos colorir o ar. Traz alma em sua calma. Já eu, carrego a via láctea no olhar. Profunda, intensa, mas ainda tão cautelosa em me entregar. Ama a vida e nela me jogo, mas pondero o endereço de entrega de meu sentir. Eu sou emoção solta e entregue aos momentos. Meu olhar é arma. Seu sorriso é amor. E em meio a tanto desamor, em um gesto singelo me desarmou. Logo eu, tão disposta a não permitir a entregar tão facilmente.
Tocou onde os olhos não alcançam, onde ainda vê com olhos de criança.
Já percebeu como seu sorriso vem da alma e como esbanja calma?
Já notou que meu o olhar te invade, procura e aguça teus sentidos. Procura novamente aquele sorriso. Sua beleza é reflexo do que há por dentro, seus sentimentos tão libertos, com um leve toque de mistério. 
Seu sorriso é arte. O riso é parte indispensável do dia. É pintura de Picasso, poesia de Pessoa, livro do Elboni e música do Nando. Seu olhar tem a profundidade do mar, mas és doce e tão leve como a minha música favorita em tua voz.
Você canta seus sonhos. Eu sorrio contigo.
Eu menina dos olhos. Você dono do sorriso.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

A boa e velha sinceridade.


Está confirmado, sou a pessoa mais enjoada que conheço. Enjôo de sorrisos forçados, olhos lacrimejados e corações despedaçados que imploram para serem notados. 
Eu já enjoei dos papéis de trouxa que coleciono, da estampa tola que está sempre em minha face. Até parece que tatuei "entre, venha e faça a bagunça que quiser, depois vá embora e não precisa nem fechar a porta". Cansei também das cores da janela, monótonas e entediantes. Das mesmas palavras de amor que absorvem toda a dor que estava exposta. Sou sempre tão vulnerável às altas apostas. 
Enjôo fácil das pessoas que bajulam, das que humilham, chega a dar ânsia,  mas não passam de pedras em meio aos grãos de areia. Estou cansada até de ser tão enjoada e de sempre fazer piada daquilo que me afeta. Enjoei até de você, com todo esse querer e que não faz acontecer, ou mesmo por merecer esse sentimento que cresce e eu insisto em desmerecer, pois sei que você,  logo você não é digno do meu querer.
Por fim, a vida passa. As pessoas cansam. 

O que antes era necessário, torna-se peça do passado.


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

[DICA DE LIVRO] O EQUINÓCIO (Mione Le Fay)

Eu como amante da escrita, desejo que o meu livro seja tão apaixonante quanto esse. É impossível ler e não se sentir comovida, injustiçada, vulnerável, sentimental, enraivecida e tantas outras emoções que te domam com cada personagem, com todo o enredo. Tenho a honra de falar "Minha amiga escreveu", porque, cara, é incrível. 
O livro retrata a história de duas cortes no mundo encantado que se encontram a fios de uma guerra, após a morte de Lenora, rainha da corte da luz e mãe de Fay. O rei sombrio, Owen apesar de amar Lenora a trai com uma serviçal da corte das sombras e disso nasce a criança-problema-do-reino-encantado Lauren. Não podendo admitir, após a morte de Lenora, que era até então a responsável pela paz entre as duas cortes, o escândalo que acarrataria, certamente, em novas guerras, Owen troca Lauren por uma criança de gênero masculino no mundo mortal, deixando Lauren a própria sorte. O que ele esperava ao menos, mas algumas coisas ao decorrer do livro remetem que o rei sombrio terá boas surpresas.

É impossível não se apaixonar por certos personagens.

A história contada por cada um não se prende a um único ponto de vista. Você se sente dentro da história, por diversas vezes fui Fay, Lauren, Derek, Blake, Seth, Savannah, Amélia... Enfim, por mais que as principais sejam Fay e Lauren, todos tem voz. O mundo encantado e o mundo mortal. 
O equinócio se tornou um dos meus favoritos, de todo o coração. Mione/Karina, parabéns pelo trabalho e espero, de todo o coração, que você tenha todo o reconhecimento merecido. E muito sucesso.

E que venha o Solstício ♡♡♡



Sinopse: 
"Quando o Rei Belenus da Corte da Luz e o Rei Sucellos da Corte das Sombras se viram diante de um inimigo em comum, os mortais, resolveram unificar suas Cortes e com o casamento de seus filhos fortalecer essa aliança.
Do casamento de Owen o príncipe sombrio com Lenora a princesa da luz nasce um grande amor fazendo a paz se estabelecer ainda mais no Reino Encantado. Entretanto o povo do Reino Sombrio têm necessidades que o Reino da Luz jamais conseguirá suprir. 
Um romance cheio de mistério e traições. Mesmo a realeza sendo capaz de tudo para não deixar um segredo acabar com a paz do Reino Encantado, um segredo nunca fica bem guardado e mais cedo ou mais tarde todos ficam sabendo e a paz tão esperada pelas Cortes pode ter fim."


Páginas: 
350

Autora:
Mione Le Fay

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Um mais um.

Ele mora longe dos pais, carrega uma bagagem considerável pelas voltas que a vida dá. Vive em translação. Seu sol? O começo de toda emoção. Enquanto ela, que carrega sua mala vazia, quer enchê-la com o que a conquista pelo caminho, seja um objeto ou uma lembrança boa. 
Apesar de se denominar uma ilha de difícil localização, está mais acessível do que aparenta, sendo assim para boas conversas e novas presenças. Ela é coração, para ele pura comoção. 
Ele louco por um novo recomeço em algum novo lugar. Ela em busca de um lar, não quer apenas ficar, quer seu bem-estar. Ele procura um motivo que fará valer todo esforço. Ela quer mudar os móveis de lugar, mudar a si para transformar o que está ao seu redor. Mas ambos buscam encher os ares de sentimentos e momentos a serem lembrados. Ele toca violão. Ela escreve sobre amor.
Ele a toca. Ela o descreve.
Enquanto para um bastam as respostas, para o outro o que lhe impulsiona são as altas apostas. Sonhos altos. Felicidade em pequenos momentos. Pequenos grandes saltos. Não estar em constante confinamento. Ser livre. Em eterna busca de um equilíbrio entre o racional e o espontâneo, desprezam algo apenas momentâneo. Ele quer fazer. Ela deixa acontecer.

Ela deseja inspiração, ele gosta de inspirar, deixar no ar as razões para ela continuar a sonhar. Apesar de peças diferentes, se mostram contentes com a realidade aparente.
O sorrir dela, impulsiona seu ritmo cardíaco.
No abraço dele, a fuga do perigo.
Talvez mais que um amigo.
Um mais um, são dois sorrisos, que em busca de abrigo se entregaram ao deleito de ter alguém em quem confiar, nas diferenças uma chance de mostrar e reconhecer que nenhum quebra-cabeça se completa com peças iguais. E que para entrar nesse mar, não se pode ter medo de navegar. 
Ela tão presa, ele tão solto.
Nos dias ruins, um lembra o outro que nenhum mar é sempre revolto.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Alma em pele de calma.

 Ei, o que pensa que está fazendo aqui a essa hora da noite? Já não bastava as horas que perdi, a comida que quase queimei e o sorriso idiota que estampei naquele dia após conversas no telefone? Você tem mesmo que invadir e atrapalhar meu sono agora? Olha só, meu bem, levante ao menos a bunda da sua cama e venha para a minha. Pegue o carro, o ônibus, o trem, a barca, o avião que seja. Mas vem. Telepatia não é comigo. Isso já é abuso.

 Sabe do que mais te acuso? Invasão de propriedade. Na verdade, você pareceu não se importar de roubar nada material. Mas não poderia sair de mãos abanando. Além de escancarar a porta, mudar os móveis de lugar, teve de levar todo bom-senso que em mim deveria habitar. Deixou teu cheiro em meus lençóis, seu gosto em cada parte de mim. Aqui, entre nós, esse detalhe me faz sorrir. Mas, da próxima vez, só para lhe avisar, a porta estará fechada, mas sempre haverá uma janela aberta. Basta ter coragem para pular.

 Exagero da minha parte? Amigo, se assim fosse, jamais perderia meu tempo limpando a bagunça feita pela tua presença repentina.

 Afinal, tudo caminhava do jeito confiável. Você, eu e risadas regidas por piadas. Tudo estava bem. Em paz. Então, você muda a rotação, dita o ritmo, toma a direção. E eu que jurava não sentir sua ausência, me pego pensando em você com frequência. 

 Seu riso, sua essência. 

 Você bagunça tudo. Deveria ter calma, disse que haveria. Você sabe, sou toda alma. Você virou o mundo de cabeça para baixo. Repito, mais umas três vezes em silêncio: você não tinha esse direito. 

 Olha, meu bem, você afirmou que nos daríamos bem, mas não imaginei que esse seria o preço. Eu não queria, nem estava preparada para, meu peito batucando mais que a Apoteose no carnaval, muito menos esse borboletário fazendo cócegas na minha barriga quando sua voz adentra meus sentidos.

 Se há recíproca, diga agora ou vá embora.

 Você tirou a gravidade e cada vez estou mais alto. Posso confiar tanto assim em você? Se eu cair, eu atingirei o chão ou terei seus braços me segurando? Apesar de todo o receio que escondo, apesar de tudo estar de ponta cabeça, confesso estar rendida. Me cativa essa forma de enxergar.
 Ainda não é amar, nem perto. Mas quem dirá? 
 Não queria ser a primeira a admitir, mas sei que voltar não é opção. Está claro quem eu quero que me abrace no frio e reclame do calor comigo. Sei, mesmo que não queira saber, que é você que faz todo sentido nessa falta de sentido. 

 E você?

 Mudará o caminho ou embarca nessa comigo?


(Para ouvir enquanto lê ♥)





sábado, 12 de setembro de 2015

O que toda mulher deveria saber...

Sorria. Acene. Fale baixo. Palavrões são feios. Assobiar é coisa de homem. Sente-se direito, pernas cruzadas. Boca fechada. Use roupas comportadas. Aja como uma dama. Em meio a tantas ordens, onde está a que diz para ser feliz?
Façamos assim, vamos nos permitir.
Então vai, se solta, usa tua sensualidade. Nem tudo é beleza. É conquista. Nem tudo é corpo, estereótipos. Toda mulher tem seus encantos. A sensualidade vem do natural, vem das brincadeiras, do conforto, dos sussurros, da ausência de camadas de roupas e com ela a naturalidade e leveza do momento. Quem quer alguém que pense sempre em tudo? Que obedeça a todos os padrões 
Às vezes pensar demais atrapalha o fazer. Assim não há prazer.
Não digo que o melhor está em sua pele exposta, o que expresso vai além. Peço: livre-se das camadas de medos, de preceitos, vergonhas e esqueça os estereótipos que são impostos a ti. Faça o que lhe faz bem. Livre-se do que lhe pesa a alma.
Vamos lá, menina, olhe a sua volta. É tua essa metamorfose, te solta. Prende o cabelo, ou o deixa solto, ergue a sobrancelha, esboce aquele sorriso cúmplice, aquele sorriso que define o que deseja, morde o lábio, mostre as garras... olhe. Não desvie o olhar, mergulha nessa imensidão que é o outro. Mergulha tua alma. Deixa no chão o comportamento de mocinha. Agora você é mulher, você manda, você comanda. Mostre pelo que veio e não se arrependa um único minuto. Mostre-se, gata. Não se force a ser tão recatada. Revele seu lado mais ousado. 
Isso não é, nem nunca foi, pecado.
Essa escolha é tua, faz o que desejas. A única que decide é você. A tua mudança deve vir de dentro.
Mas escolha para quem se mostrará por completo, nem todos merecem participar deste eclipse solar. Nem todos tendem a apreciar o poder guardado em um simples olhar, este que provoca, camufla, mostra e aposta que contra esse seu lado feroz, tudo ao redor perde a voz.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

A procura de um lar.

Devagar, sem passos largos, o coração volta para casa. Com a audácia de um sorriso renovado. Aparência saudável e a calma inabalável. Volta ao compassado ritmo, nesse tempo que não passa, mas sádico, se arrasta. Apesar de ter acabado de chegar de onde brisas eram furacões, esse meu coração não perde o costume de esperar.
Espera por alguém. Por ti, você mesmo, sentado no sofá, sem nem mesmo pensar que poderia esbarrar em alguém com tanta coragem de se entregar.
E ele espera. 
Seja uma surpresa no começo da noite, uma visita que derrube essa estabilidade, ou que venha para matar a vontade. Pois se vem, abre as portas e marca presença nesse lugar tão cansado de ausências. Marca com sorrisos e sentidos, voz e arrepios. Se não vem, ou não tem a intenção de ficar, não dê esperanças, dê meia volta. Essa casa não mais aguenta o descompasso e o cansaço de esperar, de ansiar por algo que não almeja ficar.
Mas, no fundo, sabe que um dia virá. 
Quando chegar, fica por uma hora ou um dia. Fica o quanto eu te fizer ficar, prometo nunca parar de tentar. Esse coração é teimoso.
Mesmo que demore. Mesmo que dê mais voltas. Amores se encontram todos os dias, entre as curvas, becos e cafés. 
Mas dessa vez o coração volta, pelo longo caminho, como um barco que reencontra seu porto no mar. Ele volta para casa, mas sem ainda encontrar seu lar.
E então, ele te espera chegar para mudar tudo e recolocar em seu devido lugar, segundo o seu jeito de amar.




segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Amor em livros.

   Esta não será a última carta de amor que lhe escrevo, mas atente como se fosse. E confesso que prefiro o gosto de suas expressões quando declaro-me pessoalmente. Não me contento em apenas imaginá-las,

   Quero lhe contar o quão extraordinário seu sorriso pode ser. Um sorriso de oito graus na Escala Ritcher, eu descreveria. Um riso que quebra qualquer utopia, uma alegria ser tão real. Uma boa realidade ao alcance do coração. E se o essencial é invisível aos olhos e apenas enxergado com o coração, meu pequeno príncipe, és essencial para mim. Com você sorrindo assim, de volta para mim, me sinto arremessada na décima nuvem. Nos ares dos seus encantos, percebo em seus olhos um brilho estonteante, resquícios da Via Láctea, que me guiam nessa viagem intergaláctica. Nesse universo de olhar és pó de lua.
   Sei que já confessou que a garota que você deixou para trás, já não lhe trazia mais aquela paz. E que o morno não lhe satisfaz. Eu entendo. Mas posso ser diferente. Sabe, você veio para somar. Como eu era antes de você? Alguém comum, tentando ser a garota exemplar, mas que temia falhar. Até você mostrar, que não há problema em errar. Antes disso, eu segui por cidades de papel, em busca de abrigo. Mal sabia eu do perigo de prender sentimentos em gaiolas. Mas uma curva na estrada uniu meu caminho tão divergente ao seu.
   Um pedido às estrelas que foi realizado. 

   Desde então, sabes que estarei aí, pode chover, fazer sol ou até mesmo nevar. O que é que tem de mal? Deixe a neve cair, que assim a gente pode dividir o edredon, se aquecer e conhecer mais do outro. O que digo é que até nos maus tempos, estarei aqui. Fácil como um mais um. E no fim do dia, como o equinócio, venho para igualar a energia nas loucuras da rotina. 
   Lhe digo mais, farei os momentos valerem o galinheiro, não apenas a pena. Se com isso sorriu, já me contenta.
   A graça da coisa, foi você com seu jeito torto, em meio a tudo me arrancar um sorriso ou dois, e depois, adentrar meu universo particular. Me deixar em chamas. E enfim libertar meus sentimentos guardados. Afinal porquê se aprisionar se isso lhe impedirá de se apaixonar? Você me ensinou que para aprender a voar, é preciso se arriscar.



domingo, 30 de agosto de 2015

Uma chamada às duas da manhã.

Foge pra cá. Se teltransporta sei lá, mas vem. Deixa eu te esquentar, beijar e acariciar sua pele, seu corpo e alma. Te trazer a calma. A paz de um dia olhando o mar e uma noite de estrelas, como pequenos diamantes a brilhar. Me deixa navegar, por teus sonhos passear.
Foge pra cá, mas sem hora pra voltar. E se partir, há de vir a ser aconchegante ao menos o seu cheiro na minha pele, cobertor e travesseiro. Me deixa o desejo e a esperança de te ver, de um jeito novo, voltar. E essa ânsia de nos teus braços ficar.
Foge pra cá, esquenta esse meu lado frio da cama. Ah, esquece o frio lá fora, esquece o trânsito, a tua hora de acordar. Vem, que eu te trago o café da manhã na cama, mas isso deixa para quando amanhecer. Por enquanto, penso só no eu e você. Pode me chamar de louca, mas ainda mais doida é necessidade de beijar tua boca e inebriar o quarto com seu cheiro e sabor. Faz um favor? Esquece tudo o que não te faz bem.
Só vem.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Para aquele que deseja navegar-me


Ei rapaz, atente ao que lhe mostro, aposto, agora descrevo-te sob minha perspectiva. Dessa forma mostro-me como iniciativa. Sempre lhe contei sobre meu fascínio por olhares, desde os mais breves, encontrados ao se perderem, por um magnetismo casual. O acaso em um banco de ônibus, ou numa fila qualquer. Até aqueles no qual me prendo, fixos, sigilosos e que carregam mistérios de uma história ainda não contada. Encontro em teu olhar risonho e apressado, a resposta imediata ao meu elogio. No teu olhar calmo, o mar que desejo navegar e quando em brasas, não temo me queimar.

Escrevo-te sobre seu encanto, seu sorriso tímido que me faz querer elogiar-te mais, só para experimentar sua falta de resposta. A nossa aposta sempre em cima da uma proposta de calar a voz e abrir o coração. Enxergar sempre o “nós” a cada emoção. A tua gargalhada alta e sem o mínimo controle, assim como meu impulso de lhe beijar naquele exato momento, que descontrola meus batimentos cardíacos.Revelo, por meio desta escrita sem jeito que, quando tuas mãos apertam a minha cintura e, sem cerimônia, me conduzem junto ao seu peito, sinto sua pulsação. Não deixe de fazer isso, tens então toda a liberdade de tomar-me por completo. Sacia-te até a última gota de bom senso. Então, se entre os nós dos seus dedos entrelaça meus cabelos, moldando-me nesse pré-beijo, as asas batem tão forte em minha barriga que, acredito, poderia alçar vôo bem a sua frente. No entanto, se me debato em seus braços, histérica, por alguma razão qualquer, mesmo que eu lhe implore liberdade, não afrouxe, não permita-me fugir. Aperte-me mais, faz com que eu me perca no teu calor e me encontre no seu perfume. Faz com que eu entenda o que me diz, não se faz necessário o uso de palavras, apenas preciso sentir que estás aqui. Se há perigo, fuja comigo. Mas não corra o risco de me deixar partir. Não ceda os braços até que minhas mãos estejam no seu cabelo e minha boca encontre a sua. Assim, confesso-te meus defeitos, desejos e me deixo ser desvendada, sem proferir uma palavra. Deixo que me invada, navegue em meus mares. Tome o leme, seja minha âncora, meu cais.