Eu nunca fui de reservar sentimentos, tampouco me entrego inteira a breves momentos. Confesso não ter paciência para os constante desalinhamento daqueles que insistem em viver de lamentos. Busquei preservar as minhas declarações para quem tivesse preparado para me ver por completo. Nem todos estão de prontidão para conhecer-me. Sou alma e coração, com a dose certa de razão necessária para domar os exageros da paixão.
E você se aproveitou da única brecha deixada. Você me mostrou um mundo real tão parecido ao fictício. A princípio, senti medo do perigo, mas com seus olhares e risos, logo fiz do vazio entre seus braços, meu abrigo.
Você aceitou meus carinhos, havia paz ao seu lado e, quando partia a saudade me invadia, não pedia licença, apenas a sua presença em meu dia-a-dia. Meu peito tão logo explodia ao te ouvir, os lábios curvavam ao te ver, as palavras fugiam e, a sós, as pernas tremiam. Os seus lábios traziam os arrepios, seu corpo me envolvia, no frio me aquecia e na delícia da sua companhia só(r)ria.
Contudo, mantive as três palavras contidas, com breve receio de me antecipar, mas já me sentia incapaz de ignorar. Um sentimento tão belo não merece esperar para se revelar. Então, com as mãos suadas eu disse o quão apaixonada estava e que, além ainda, lhe amava. Vi seu sorriso colorir a reação mais esperada: sua felicidade incontida no seu olhar revelava o amor que eu sempre sonhara.
Hoje, liberto-me ao dizer que te amo todos os dias. Convicta de que habitas em mim como o sal habita o mar. Expresso, desta forma, ao mundo a minha forma de te amar.
(Delicia-te ♥)
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