quinta-feira, 28 de junho de 2012

Não adianta se fechar ao mundo, quando na verdade você só quer ser entendido. Não precisa se conter para agradar os outros, seja espontâneo. Sorria, ame, fale, grite, chore... Voe sem tirar os pés do chão. Deixe seus pensamentos te guiarem! Seja quem você é, sem máscaras. Quando tiver um sonho, corra atrás. Não tenha medo de falhar, não fuja dos problemas. E quando um dia estiver ruim, saiba que outros melhores virão. Afinal em um dia nublado, com nuvens carregadas, é necessária uma tempestade para o sol voltar a brilhar bem forte. Então, quando os sonhos parecerem impossíveis, persista, haverá provas e obstáculos, mas se você se esforçar ele vai se realizar. Feche os olhos, idealize. Abra os olhos, lute!

Preste bastante atenção: nenhum dia é igual ao outro. Em alguns você pode chorar e em outros pode querer matar um. Mas em todos eles você tem que procurar sua felicidade. A felicidade pode vir de coisas pequenas como por exemplo sentar-se em uma varanda e ficar olhando as estrelas, relaxar e ouvir uma música. E por que não arriscar? Você prefere se arrepender por algo que fez ou por algo que nunca tentou fazer? Vamos lá! Mexa-se, não desista tão fácil. Há sorrisos para serem arrancados daqueles que ama e há sentimentos incríveis para serem sentidos. Vamos logo, faça valer a pena. Vá atrás daquele sonho e não desanime. Lute pela sua felicidade, lute por você. E se apaixone pelo maior número de coisas possíveis. Ame profundamente. Viva!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Trecho do meu livro (Lágrimas de Sangue), espero que gostem...

- Se sempre me amou, por que me deixou? – Ela limpou a garganta – Quero dizer, quem ama não abandona o outro, não é?
Brian se distanciou um pouco e isso fez com que Sophia sentisse um vento frio passar por ela. E em seguida sentiu todos os olhares – alguns de reprovação e outros de receio – voltados a ela.
- Não tive escolhas. – Ele desviou o olhar.
- Todos têm escolhas. - Ela disse um pouco mais baixo.
Lucas se aproximou, mas Brian estendeu a palma da mão, sinalizando para que ele parasse.
- Eu não.
- Por quê?
- Sophia, eu não tive escolhas. Tive que te deixar. – Ele disse em um tom mais firme. – Bem, isso não importa...
Sophia recuou alguns passos, se distanciando de todos.
- Isso não importa? – Ela não podia acreditar no que ouvira. – O que importa para você então?
- Sophia, você não pode se alterar – Uma voz mais suave falou, era Anita. Até mesmo ela, que era sua melhor amiga escondera isso dela. Toda sua vida foi uma mentira.
Seus olhos estavam vermelhos e transbordando. Brian havia se calado, parecia nervoso, mas tentava se controlar.
- O que importa para você, Brian? – Sophia estava sendo dura até consigo mesma.
- Sophia, depois que Luna morreu eu não sabia o que fazer. Não tinha razões para...
- Ficar? – Ela interrompeu.
- Não seguir meus caminhos. Não tinha razão para não seguir meus deveres como anjo guardião.

- Eu não era uma razão suficiente? – Pela primeira vez se sentiu como uma criança de oito anos, assim como era quando seu pai a deixou.
- Você não entende...
Sophia olhou para todos, demorando-se mais naqueles que conhecia e que amava. Sem demoras ela começou a caminhar até o portão de onde havia adentrado aquela arena. Mas foi impedida de prosseguir.
- Sem teatro Sophia. – Brian disse duramente – Você não consegue entender a minha luta... Não consegue entender o que passei... Toda a dor, você não consegue entender.
- Você entende a minha? – Sophia começou, segurando o choro firmemente - Todos os dias eu rezava para que você voltasse e me tirasse daquele orfanato. Rezava para que estivesse tudo bem contigo. Procurava algum lugar para por a culpa de você ter ido embora, me abandonado. Algumas vezes culpava a mim. Você sabia disso? Eu culpava a mim por seu sumiço. E agora eu vejo você aqui e sei que você foi embora por escolhas suas. – Ela olhou firmemente nos olhos dele – Saber que eu não fui uma razão suficiente para você ficar. – As lágrimas já desciam contra vontade da menina – Acha que eu não entendo o que é dor? Não é suficiente para você isso?
Não se ouvia mais nenhum som além da respiração acelerada de Sophia.
- Sophia... – Lucas gritou ao longe.
- Eu esperei você durante dez anos. Eu chorava todas as noites e você não estava lá. – Sophia ignorou o grito – Cheguei a pensar que você estava morto. Mas tudo não passou de uma mentira.

- Uma mentira necessária...
- De qualquer forma você nunca estava lá. – Gritou – Nem antes, nem depois de me abandonar no orfanato.
- Tá errada. – Aaron e Brian disseram em uníssono.
- Não, não estou.
Ela o contornou e chegou ao portão. Abrindo o mesmo quando ouviu seu pai dizendo baixo, dentro da sua mente: “Mesmo que não possa ver, eu estou aqui! Acredite no invisível, acredite em mim.”.