quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Old love

Já notou como, frente ao espelho, somos tão parecidos? Como também vai além da imagem. Vem de dentro e reflete em nossos olhares, nossos risos e nessa nossa imagem frente ao espelho, este que encaramos hoje enquanto eu escovava os dentes e você lavava o rosto. Tudo tão natural.

Fazem exatamente oito semanas três dias que te conheço. Sete semanas e três dias em que te sinto como meu primeiro amor. Seis semanas e três dias em que confirmamos não viver sem o outro. E há os que insistem em subestimar a energia a nossa volta. Já notou a loucura que nos cerca? Não parece tão comum a você, a minha presença em sua casa, andando pelos cômodos com a sua camisa? Pois para mim, é tão comum o seu cafuné enquanto aos poucos adormeço.

Coisas que me assustariam à oito semanas e um dia atrás, já me parecem engraçadas e normais ao meu cotidiano. 


Não estou dizendo que não tenho medo. Eles vem, não há como escapar. Eles entram pela fresta da janela, sussurram ao meu ouvido, mas você os escuta e segura minha mão. Em situações em que qualquer um deixaria apenas a ausência, uma sombra ou carta, talvez. Você é presença.


Você: sinônimo de cais, âncora, querência.

Já notei que nesse mundo faltam pessoas com coragem de se apaixonar. Tão poucos aqueles dão a cara a tapa para viver algo assim. O tão mal falado amor. Aos que hasteiam a bandeira contra o amor, meu querido, nunca provaram desse nosso amor recíproco. Desconhecem a face dessa emoção ao encontrar-te. Foram todos enganados pela desilusão. Coitados, um dia alguém vem, assim como você veio a mim e, mostra que algumas quedas não machucam, que algumas viagens são extremamente prazerosas independente do destino.
Somos sortudos, sei bem dessa verdade. Mesmo com os tapas na cara,  você continuou assim como eu, tenaz. Somos felizes à moda antiga. Eu já disse que amo esse nosso amor antigo? Que não finge, não força. Adoro quando fujo para seus braços e ali me embolo, te puxo, toco e sinto. Amores assim estão escassos. E digo, ser a primeira vez que provo isso. E quando se prova do melhor, querido, todo o resto perde o sabor.

Ao amanhecer, até o anoitecer é em ti que penso, meu amor.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Tão cedo... (Texto + Trilha Sonora)

Qual o significado e valor do tempo para você? Queria entender como conseguem descrever um sentimento baseado no tempo que demorou ou durou. Como eu poderia nomear o que sinto com base nos dias, desde a primeira vez em que te vi , até hoje, sendo que, ainda sinto como se fosse o primeiro encontro? Paixão? Talvez. Amor, é a sua vez. Seria justo mesmo medir meu amor com base nas horas em que penso em você comigo, não pelo tempo que nos damos as mãos. É muito fácil amar olhando nos olhos e nos momentos em que estamos tão alto que, por mais um pouco, tocaríamos o céu. É lindo, divino. Difícil é amar depois de um discussão ou nas horas em que está apenas você e sua consciência. Com ela, amigo, medida de tempo nenhuma tem vez.

"Amor vem com o tempo", eles dizem. Sim, verdade, mas ninguém disse quanto desse tempo.

Amor é tudo, menos limitado.

Não que a intensidade e demora de nossos beijos, o prolongamento de prazer das suas mãos passeando pelo meu corpo ou as horas em que nos demoramos, perdidos no olhar do outro, não sejam bons medidores do que há aqui dentro. É só que pouco tem haver com a duração e muito mais com as reações dentro de mim, tão visíveis. Quando se trata de você, sou transparente como um vaso de cristal, claramente perceptível o que se passa no interior.

Como podem tentar ditar que o que sinto é verdadeiro ou falso só por ter acontecido rápido? Meu amor não usa relógio, é atemporal, eterno em seus momentos. Ele voa na velocidade em que se cativa por ti. E eles insistem em definir-me, mas não enxergam o brilho que refletem meus olhos ao falar de você. Não sentem as pernas bambearem em todo -  seu - primeiro toque do dia. Não escutam meu peito imitar as batidas da Beija-Flor quando escuto sua risada, ou quando nos beijamos e tocamos, tão eufóricos. Não são invadidos pela calmaria dos teus braços e não se sentem seguros na sua presença. Não sabem o gosto daquele sorriso pós beijo que faço questão de lhe dedicar. Muito menos sentem a saudade que invade, sem pedir licença, nos dias sem você, meu sol particular. Nem mesmo imaginam o quão alto as borboletas voam em meu estômago.


Sou eu quem sente.

E talvez mais alguém saiba o que é isso, talvez essa pessoa me compreenda quando parafraseio Lacombe e digo que o amor é para os raros.

Eles não sabem dos nossos planos, nem dos nomes do nossos filhos, os apelidos que damos aos seus cachorros. "Mas tão cedo?", eles dizem. E eu, docemente, respondo:

Tão cedo sim. Tão cedo vi que importante mesmo é ser livre para amar o tempo que for para que, esse amor, se eternalize. Fui abençoada com a chance de ser feliz. Encontrei alguém que se preocupa comigo e faria tudo por mim. E não jogarei ao vento algo tão belo e inesperado: amar. Fui abençoada com a falta do ar a cada fim de beijo e o desejo de mais, com a vontade de declarar meu amor todos os dias à uma única pessoa; de morrer de amores e me sentir a pessoa mais viva desse mundo. Tão cedo, como dizem, aprendi que, amor de verdade, não se mede por tempo. E que tempo significa amadurecer e estar preparado para ao inesperado que a vida te reserva.

E você, meu bem, foi a melhor surpresa que me apareceu.


(Delicie-se com How Deep Is Your Love)

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Bolhas.

Tenho decorado todos teus sinais.


Por fascínio? Claro. Por amor? Muito. Por querer? Óbvio. 


Qual ser humano deixa de decorar algo que se é fascinado ou ama ou quer? (Imagina todas as alternativas citadas, né!?).


mais bacana disso tudo é, que, eu te decoro até mesmo quando estou com a mente ocupada em você. O pensamento está em ti, mas o subconsciente continua armazenando seus sinais automaticamente. 


Tipo quando eu acabo de sair daquele encontro entre nossos lábios bem intenso, em total êxtase, com o pensamento em nada. E quando tudo volta pra mente: Percebo que eu decorei cada movimento da sua boca, língua, mãos e corpo. 


Sou fascinado em todos sinais que te rodeiam. Principalmente suas linguagens corporais.


Amo suas reações e ações, que também são sinais. Simplesmente: AMO! 


São tantos sinais, que eu ficaria horas aqui enumerando. Mas vou citar os meus preferidos:


1 - Seus sorrisos maravilhosos: após aqueles beijos nos quais ficamos sem ar, seguido das mordidas nos lábios inferiores, puxando um tanto pra esquerda.

2 - A maneira que seu corpo reage: quando te direciono elogios, seguidos de sobrancelhas eretas, sorrisos mordidos e mãos aleatórias - quase sempre nas pernas - em alguma parte do seu corpo. 

3 - No primeiro encontro do dia: o jeito que seus passos balbuciam quando vens caminhando na minha direção, são totalmente diferentes do modo em que andas. 

4 - Quando você enrola o cabelo na ponta dos dedos ou ajeita a franja, frangindo a testa: quando fica curiosa. 

5 - Suas pupilas dilatando: quando minhas mãos encontram fortemente sua cintura, seguida de suspiros que levam de 2 á 4 segundos.


Entre outras dezenas de sinais... 


Sinais que faço questão de guardar para criar a minha bíblia sobre você, te estudar e ser seu devoto.



Teus sinais são como bolhas feitas de sabão e eu sou a criança abobalhada que corre atrás de cada uma delas. 


Tu assopras um monte dessas bolhas e vou correndo ao encontro de todas elas. Fascinado, com os olhos brilhando, desesperado (de alegria), perdido com a quantidade delas no ar e destrambelhado... Mas consigo catar cada uma dessas bolhas. No final sempre fico com o cheiro (essência) de cada uma delas em minhas mãos e querendo mais, mais e mais.  




Me perco em todos teus sinais, mas acabo me achando em cada um deles. 


Apolo.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Deixa eu te contar... (Texto + Trilha Sonora)

Olá, sei pelo sorriso aberto que tudo está bem contigo. Comigo? Ah, por aqui está tudo as mil maravilhas... Mas vem aqui, deixe-me lhe contar algumas coisas.

Você sabia que adoro esses pequenos furinhos que tens de cada lado da bochecha? Sim, esses que estão bem do ladinho dos cantos da parábola perfeita. As tais covinhas que acompanham esse sorriso que, suponho eu, acabou de surgir em seu rosto. Aposto que agora, após ouvir minha voz em sua mente, desvias o olhar brevemente, estás rindo ao terminar este parágrafo.

E o que é o som da sua risada! Um pouco grave, mas suave, leve, daqueles risos que limpam a alma e me faz em meio ao meu próprio riso, me pegar admirando e deliciando-me ao som que fazes. Sua gargalhada é música, assim como cada nota que compõe tua voz. 

E quando percebes, suas maçãs do rosto coram, você suspira e me olha, na verdade, atravessa minha estrutura. Adentras o princípio vital da minha emoção e comanda minha razão. E eu desmonto, me refaço em teus desejos tão visíveis em seus olhos que acompanham toda extensão do meu corpo e voltam ao ponto inicial: fixa a ti em meus olhos.

E ali és todos os sentidos que transitam em minha alma. Você: a euforia que me acalma.
Devo lhe contar também que, nos meus momentos de fragilidade, você não se faz minha força. Afinal, você não me vê como uma donzela frágil, assim ao invés de se fazer minha força, me empurras e alimenta em mim os sonhos que pensei ter perdido, mostrando a mim que se é de força que preciso, é isso tenho de sobra. Você, em todos os sentidos, me estimula. Seja para comer o que combinamos no rodízio, na academia, nos projetos, na vida. 

Acordar ao teu lado é uma dádiva, ao te ver ali, de olhos fechados ou em outros dias que vejo que estás a me observar, afirmo que minhas escolhas até aqui só me levaram mais próximo ao paraíso. Olha o que você faz de mim quando estou contigo, me faz mais leve, mais livre, mais risonha, mais boba e mais mulher. Vejo em suas feições, quando passo de uma menina travessa a uma mulher fatal, e o que isso faz contigo. As consequências dos mais simples toques de nossas mãos livres no corpo do outro, estampadas no arfar e na curva do sorriso.

Comprometo-me a todos os dias casar-me com esse seu misto de personalidades. Meu amigo, meu irmão, meu pai, meu namorado, meu amante, meu marido, meu anjo, meu cais. Prometo a ti que jamais lhe deixarei esquecer o bem que fazes a mim. E que nos dias chuvosos, você é aquele raio de sol que aparece para fazer o arco-íris colorir meu céu. 

Nosso amor é brisa; é furacão. 

Somos amor de outono, inverno, primavera e verão.









(Delicia-te ♥)


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Sou camaleão

Foto por: Apolo (@apolo.6)
Há dias em que sou tantas de mim em tão pouco tempo. Horas em que me dispo de qualquer desgosto por ser essa confusão de sentidos e sentimentos. Eu me assumo romântica, conservo meu arcaísmo na modernidade que é o mundo e, por consequência, minha vida. Sou daquelas que gosta do imprevisível, mas não o suficiente para me jogar por completo no que desconheço. Ambiguidade na certeza e certeza na ambiguidade. Há algo mais moderno que o confuso?

Nunca recebi flores, mas também nunca concordei com a impressão que dão a elas, como se fossem símbolos do amor do casal. Se é para ser símbolo vivo, porquê entregarias a mim algo que está sem vida? Ainda assim, me encanto com a beleza e a demonstração de afeto. Na verdade, me encanto até mesmo com o ar quando a pessoa certa está por perto.

Admito, tenho tendência a fazer do que sinto o habitat perfeito. Sou camaleão, me adéquo ao ambiente, ao momento, ao que se sente, a vida e seus desdobramentos. Moldo-me ao que se faz presente.

Foto: Apolo (@apolo.6)
Sou camaleão na paixão e no amor, da sua emoção até a minha reação. Pinto-me de verde, azul, rosa, amarelo, carmesim, a cor que for preciso nesse frenesim. Nesse jogo de ser parte tua, apenas me faço o necessário para ser sua esperança, calma, amor, alegria e fogo. E não importa o que visto, me dispo diante de seus olhos, para que me veja mudar conforme o que sinto ao ver em ti o clássico modernismo que me completa.

Sou camaleão de alma aberta.

Me sinto assim liberta de todos os padrões e obrigações impostas a mim e aos que na Terra vivem. Mudo em mim aquilo que quero, apenas com o intuito de a mim agradar. Amo quem me cativar. Abro as portas para quem quiser embarcar nesse mundo confuso e multicolor.  Confesso, não busco ser perfeita, tão pouco acobertar meus defeitos. Apenas aceito meu lugar camaleônico no mundo.

Sou camaleão do universo que habita em mim que, por sorte abriga a ti. 

Sou camaleão única e exclusivamente do que repousa em meu coração.