Qual o significado e valor do tempo para você? Queria entender como conseguem descrever um sentimento baseado no tempo que demorou ou durou. Como eu poderia nomear o que sinto com base nos dias, desde a primeira vez em que te vi , até hoje, sendo que, ainda sinto como se fosse o primeiro encontro? Paixão? Talvez. Amor, é a sua vez. Seria justo mesmo medir meu amor com base nas horas em que penso em você comigo, não pelo tempo que nos damos as mãos. É muito fácil amar olhando nos olhos e nos momentos em que estamos tão alto que, por mais um pouco, tocaríamos o céu. É lindo, divino. Difícil é amar depois de um discussão ou nas horas em que está apenas você e sua consciência. Com ela, amigo, medida de tempo nenhuma tem vez.
"Amor vem com o tempo", eles dizem. Sim, verdade, mas ninguém disse quanto desse tempo.
Amor é tudo, menos limitado.
Não que a intensidade e demora de nossos beijos, o prolongamento de prazer das suas mãos passeando pelo meu corpo ou as horas em que nos demoramos, perdidos no olhar do outro, não sejam bons medidores do que há aqui dentro. É só que pouco tem haver com a duração e muito mais com as reações dentro de mim, tão visíveis. Quando se trata de você, sou transparente como um vaso de cristal, claramente perceptível o que se passa no interior.
Como podem tentar ditar que o que sinto é verdadeiro ou falso só por ter acontecido rápido? Meu amor não usa relógio, é atemporal, eterno em seus momentos. Ele voa na velocidade em que se cativa por ti. E eles insistem em definir-me, mas não enxergam o brilho que refletem meus olhos ao falar de você. Não sentem as pernas bambearem em todo - seu - primeiro toque do dia. Não escutam meu peito imitar as batidas da Beija-Flor quando escuto sua risada, ou quando nos beijamos e tocamos, tão eufóricos. Não são invadidos pela calmaria dos teus braços e não se sentem seguros na sua presença. Não sabem o gosto daquele sorriso pós beijo que faço questão de lhe dedicar. Muito menos sentem a saudade que invade, sem pedir licença, nos dias sem você, meu sol particular. Nem mesmo imaginam o quão alto as borboletas voam em meu estômago.
Sou eu quem sente.
E talvez mais alguém saiba o que é isso, talvez essa pessoa me compreenda quando parafraseio Lacombe e digo que o amor é para os raros.
Eles não sabem dos nossos planos, nem dos nomes do nossos filhos, os apelidos que damos aos seus cachorros. "Mas tão cedo?", eles dizem. E eu, docemente, respondo:
Tão cedo sim. Tão cedo vi que importante mesmo é ser livre para amar o tempo que for para que, esse amor, se eternalize. Fui abençoada com a chance de ser feliz. Encontrei alguém que se preocupa comigo e faria tudo por mim. E não jogarei ao vento algo tão belo e inesperado: amar. Fui abençoada com a falta do ar a cada fim de beijo e o desejo de mais, com a vontade de declarar meu amor todos os dias à uma única pessoa; de morrer de amores e me sentir a pessoa mais viva desse mundo. Tão cedo, como dizem, aprendi que, amor de verdade, não se mede por tempo. E que tempo significa amadurecer e estar preparado para ao inesperado que a vida te reserva.
E você, meu bem, foi a melhor surpresa que me apareceu.
(Delicie-se com How Deep Is Your Love)

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