- Margareth, fala comigo.. o que aconteceu? - Margareth estava muito fraca, não conseguia falar. Ela começara a fechar os olhos. Não, ela não poderia morrer. Mesmo não sendo a mais amavel, ela era uma de nós. - Não, Margareth... abra os olhos, me fale quem fez isso com você? - Eu não sei... não sei o que era aquilo... eu to com medo, Magnus... me ajuda! - Margareth começou a responder, fraca e sussurrante. Magnus a pegou no colo, deitando-a no banco e fitando seu rosto pálido. Ela estava morrendo.
- Calma , eu vou te ajudar.. fique acordada. - Margareth não respirava mais, ela havia morrido. Continuei parado, ao seu lado, fitando suas mãos sujas com seu sangue, se arrependendo de tê-la ofendido.
Luce viu-a morrer diante de seu corpo ela pegou uma pena negra como sombras e quando olhou para cima deparou com um céu de sombras. Apenas ela poderia ver aquilo. Luce sentia-se sufocada, ela sabia quem havia feito aquilo. Mas Magnus jamais deveria saber, seria o fim. Mas ela não podia esconder nada assim. Luce levantou a barra de seu vestido até a cintura pegando uma faca de prata pura. Respirou. Olhando o corpo jogado ali luce ordenou
- Abra a boca dela e se afaste.
Assim que o rapaz fez o que ela o pedira. Luce se ajoelhou e passou a faca lentamente por seu pulso, deixando gotas de sangue puro cair pela boca da garota e logo se levantou. O sangue de um ser ainda puro poderia curar tudo. Qualquer corte e as vezes até mesmo uma morte recente. Sua mãe fizera o mesmo com ela, só que Clarisse viu e então comandou vampiros para matá-la. A mãe de Luce era decendente de anjos. E decerto modo, pura de mortes. Assim como Luce era até agora. Luce olhou Magnus e recuou sabendo que as asas se mostrariam a qualquer momento. Por mais que invisível a chuva forte que caia dos céus agora faziam com que gotas desafiassem a gravidade e flutuassem, formando exatamente sua asas. O corte exposto. A doação primogenita de sangue puro... já era. Acabou... ela morreria, como sua mãe. e estava pronta.
Magnus observou atenciosamente cada movimento de Luce, as gotas de seu sangue nos lábios de Margareth, a chuva inesperada. Ao olhar para Luce, vira suas asas. Era deslumbrante. Ele não sabia o que fazer. Ao perceber seu olhar de resignação, de despedida, Magnus desesperou-se. Ele percebera o que havia acontecido. Ela tinha se sacrificado para salvar Margareth. Mas ele não poderia deixar isso acontecer. Ele precisava dela mais do que qualquer coisa em sua eternidade. Aproximando-se dela, puxando sua mão, Magnus disse, sussurrante.
- Luce, não vá... eu preciso de você, por favor, não vá!
- Eles vão me matar - Ela sussurrou baixo. Com medo. - Eles fizeram isso com minha mãe.
Ela olhou para a porta da mansão rangindo ao se abrir e o seu pai sair furioso e gritando. Ela seguiu o olhar dele até Margareth. Luce recuou aos poucos, encostando no balanço como sua mãe fizera. Era, por instantes, incrivel como seus movimentos eram identicos. Luce arfou ao ver os olhos de Magnus. Sofrimento. Ela reconhecia isso.
- Está satisfeita, Luce? Terei de matar a você... Assim como fiz com sua mãe... - bravejou sua madrasta.
O pai havia parado na soleira da porta, sem conseguir se mover um passo. Até ele sabia o quanto Clarisse era poderosa. Os vampiros de outros clãs seguraram o pai de Luce, ele até poderia se libertar de um, mas eram muitos. Os olhos dele entregavam toda dor e angústia que sentia. Luce percebeu as sombras aumentarem. Seus olhos marejaram enquanto Clarisse falava cada detalhe de como matara sua mãe. A dor, os cortes, os cães do inferno. E como estes a dilasceraram sem dó.
Por instantes Luce se sentiu satisfeita, ela viu Margareth se levantar do chão e puxar Magnus, prendendo-o com força, salvando-o de certa forma. Luce olhou-o e murmurou um Adeus baixo.
Magnus, por sua vez, desesperou-se ao ver a mulher aproximar-se, falando coisas horriveis. De repente, sentiu alguem o segurar, prevendo sua reação. Era Margareth, ela estava viva novamente. Ele estava feliz por ela, mas ele queria salvar a Luce. Desprendendo-se dos braços de Margareth, ele correu em direção de Luce, parando em sua frente, impedindo a mulher de encostar nela.
- Vá embora, deixe-a em paz! - Ele disse, furioso e desesperado.
- O que você acha que é, mocinho? Acha que pode me impedir de matar ela? - Disse Clarisse Witch, sinica. Ele a odiara. Nunca odiou ninguem assim, tão rápido. Magnus rugiu, deixando suas presas a mostra. Ele não a deixaria matar Luce, mesmo que para isso ele precisasse morrer em seu lugar. - Saia da minha frente, rapaz! Ou irá morrer junto com ela!
- Veremos! - Magnus avançou em Witch, derrubando-a. Segurando em seus braços, Magnus virou-se para Luce, gritando: - Fuja, Luce. Vá embora!
- Luce faça o que ele está mandando! - Luce ouviu um som baixo em seu ouvido e então olhou para tras. Era Philiph, Luce cambaleou para o lado. Voltando a olhar ficamente para Magnus. Philiph seguiu seu olhar - Eu o ajudo. - Seus olhos demonstravam tanto carinho por Luce que por instantes ela pensou em fazer o que ele pedira. Mas ao olhar novamente e ver que Clarisse havia tomado a frente, ela olhou dentro dos olhos castanho claro de seu protetor.
- Não é sua luta. - disse enquanto reparava no medo que tinha em falhar com ela.
Luce disparou em direção a casa. empurrando a todos os convidados que nessas horas estavam todos armando planos para ajudar a madrasta. Ela desceu até o porão. Ao lado da porta se encontrava um molho de chaves de diferentes tamanhos. Não tinha tempo para procurar. Luce, em meio a adrenalina, se chocou contra a porta de madeira forte e a derrubou. Nunca se sentiu tão forte. Ela respirou fundo, a essa hora ela tava perdendo o ar. Pegou duas espadas de platino puro. Uma para ela e outra para Magnus. Ela sabia que poderia morrer, mas nao deixaria seu amado falecer. De forma alguma. Em minutos Luce voltou ao gramado. Olhando Philiph desembanhar sua espada também e se posicionar. Ele assentiu para ela
- Magnus... - Luce gritou o mais alto que pode. E assim que jogou a espada pesada, o viu pegando a mesma, fez sinal para o peito e sinalizou a espada. Clarisse entendera. Ela olhou furiosa para Luce. Deixando escapar um rosnado alto.
Magnus ao pegar a espada no ar, posicionou-se em direção a mulher. Magnus precisava mata-la, ou ela mataria a todos. Ele fez sinal positivo para Luce e ficou ao lado de Philiph, que estava ajudando-o a se defender.
- Philiph, vá para aquele lado. - Luce gritou para o anjo de asas cinzentas porém brilhantes, sinalizando para o lado de Clarisse. Ele correu, e ficou onde ordenando.
Magnus foi em direção a madrasta de Luce, seguido por Philiph e logo depois a propria Luce. Com a espada erguida, Luce foi em sua direção, cheia de força. Emanava poder dela, ela brilhava com toda sua aura. Mas Clarisse jogou algum tipo de força magnética em cima de Luce, derrubando-a, deixando distante de sua espada.Enfim esse era o poder da vampira, campos magnéticos, campos de extrema força aperfeiçoada com o tempo. Magnus observou-a cair, mas não perdeu o foco. Já Philiph, perdeu a atenção e foi derrubado também. Luce bateu forte a cabeça na barra de prata do balanço, fazendo sangrar um pouco, mas o bastante para Margareth se aproximar, salivando um pouco, com as presas a mostra. Luce gritava de dor, Clarisse estava a perfurando por dentro. Luce viu, turvamente, Magnus ser ferido. o que aumentou sua dor.
Pequena vadia, achou mesmo que ia conseguir ? - sibilou sinicamente para Luce e agachou em frente a ela. Pegando a espada em sua mão e colocando no peito de Luce.
- Cala a boca - luce arfou e viu que Philiph havia se reerguido.
- LittleBitch - ela murmurou baixo e desferiu tapas fortes no rosto de Luce, ferindo-a levemente no peito com a ponta da espada. A garota fechou os olhos, apertando-os, foi quando ficou visivel, as asas tão brancas quanto a neve. Essas brotaram de suas costas, tão grandes e até mesmo maiores que Luce. Na mesma hora luce foi suspensa no ar. Sem fazer força. Luce emanou de suas mãos uma luz. Ela não sabia como havia feito aquilo, ela apenas... estava fazendo. Jogou a forte luz diretemente a Clarisse fazendo-a cambalear.