sábado, 27 de novembro de 2010

Small Angel - Tears of Blood [Part. Final]

 Magnus estava ferido, e sentia uma dor terrivel na perna. Philiph vendo-a cambalear, foi em cima dela e a segurou pelos braços, sinalizando para Magnus. Este se ergueu, apoiando-se na espada, seus olhos brilhavam de ódio. Ele foi até Luce, dando um rápido beijo em seus lábios, correu em direção Clarisse, que se debatia nos braços de Philiph. Margareth parara e observara tudo sem reação. Percebi em seu olhar que temia a todos. De repende, Paul aparece. Assustado, ele olha ao seu redor. Ele puxa Margareth, segurando-a enquanto chorava. Magnus ajudou a segurar Clarisse sinalizando para Luce.

- É com você, querida. - disse baixo, porém compreensivel apenas pra ela.

Luce andou em direção a mulher, ainda emanando poder, com suas asas brilhosas. Tão brancas que ofuscava qualquer coisa naquele local. Luce se aproximou ainda mais, o ódio estava por todo seu corpo. O sentimento era tão forte e arrebatador que de repente suas asas tonaram-se cinzentas, escurecendo cada vez que se deliciava com a ideia de ve-la morta. Luce pegou a espada e chegou bem proximo de Clarisse. Durantes um segundo Luce percebeu o que estava prestes a fazer. Luce fechou os olhos forçando-se a continuar. A espada estava roçando o perto de da mulher, assim como fizera com ela. Luce repetia cada movimento ainda mais gloriosamente. E parou.

- A diferença entre você e eu... é que... eu não sinto prazer em ser víbora - sibilou Luce olhando fundo nos olhos de Clarisse. Ela podia ouvir os gritos de sua mãe e o desespero de Margareth, ainda anexados em sua mente. Então por que ela nao conseguia continuar? Luce olhou, aflita os olhos de Magnus e murmurou baixo - Eu não posso, não vou me igualar a ela... Sei que ela merece, eu a odeio mais que qualquer outra pessoa. Essa - Luce esboçou um sorrisinho malicioso e encheu a boca para continuar - vadia. Mas se eu a matar tão friamente, tão deliciada com o sofrimento dela, me tornarei tão vadia quanto ela. - Luce parou novamente e desferiu um grande tapa na face de Clarisse - Mas não iria deixar passar isso.


Aos poucos as asas de Luce ficaram brancas, o ódio passara, mas a espada já havia ferido a víbora madrasta. Que estava arfando. Luce jogou a espada no ar e viu que quando a mesma voltou acertou em cheio o peito de Clarisse, que gritou tão alto que fez Luce se encolher um pouco. A garota olhou assustada, querendo saber como fizera aquilo então uma voz melodiosa soou em seu ouvido era sua mãe ela dizia  Eu sempre estou contigo, meu orgulho. Philiph também ouviu. Pois a olhou com um sorriso estonteante nos lábios.

- Viu? - ele disse. - Não importa o quanto você pense, você nunca está sozinha.

Luce assentiu para seu anjo e ordenou que soltassem seu pai. Os outros vampiros balançaram a cabeça e foi aí que Luce entendeu o que Clarisse havia feito. Ela interfiriu na mente deles. De cada um deles. Luce ignorou a todos por um instante, assim que viu Magnus, olhando-a ela o abraçou com ternura, passando os braços envolta da nuca dele e tocando seus lábios com suavidade nos dele. Beijando-o...



 Agradecimento especial a Adrian (Diego) um garoto que conheci a pouco tempo no fake. E que me ajudou a fazer essa pequenina história em um único dia. Amei mesmo. Parceiro \o/

Small Angel - Tears of Blood [Part. 3]

- Margareth, fala comigo.. o que aconteceu? - Margareth estava muito fraca, não conseguia falar. Ela começara a fechar os olhos. Não, ela não poderia morrer. Mesmo não sendo a mais amavel, ela era uma de nós. - Não, Margareth... abra os olhos, me fale quem fez isso com você? 
- Eu não sei... não sei o que era aquilo... eu to com medo, Magnus... me ajuda! - Margareth começou a responder, fraca e sussurrante. Magnus a pegou no colo, deitando-a no banco e fitando seu rosto pálido. Ela estava morrendo. 
- Calma , eu vou te ajudar.. fique acordada. - Margareth não respirava mais, ela havia morrido. Continuei parado, ao seu lado, fitando suas mãos sujas com seu sangue, se arrependendo de tê-la ofendido.

 Luce viu-a morrer diante de seu corpo ela pegou uma pena negra como sombras e quando olhou para cima deparou com um céu de sombras. Apenas ela poderia ver aquilo. Luce sentia-se sufocada, ela sabia quem havia feito aquilo. Mas Magnus jamais deveria saber, seria o fim. Mas ela não podia esconder nada assim. Luce levantou a barra de seu vestido até a cintura pegando uma faca de prata pura. Respirou. Olhando o corpo jogado ali luce ordenou 

- Abra a boca dela e se afaste. 

 Assim que o rapaz fez o que ela o pedira. Luce se ajoelhou e passou a faca lentamente por seu pulso, deixando gotas de sangue puro cair pela boca da garota e logo se levantou. O sangue de um ser ainda puro poderia curar tudo. Qualquer corte e as vezes até mesmo uma morte recente. Sua mãe fizera o mesmo com ela, só que Clarisse viu e então comandou vampiros para matá-la. A mãe de Luce era decendente de anjos. E decerto modo, pura de mortes. Assim como Luce era até agora. Luce olhou Magnus e recuou sabendo que as asas se mostrariam a qualquer momento. Por mais que invisível a chuva forte que caia dos céus agora faziam com que gotas desafiassem a gravidade e flutuassem, formando exatamente sua asas. O corte exposto. A doação primogenita de sangue puro... já era. Acabou... ela morreria, como sua mãe. e estava pronta.
 Magnus observou atenciosamente cada movimento de Luce, as gotas de seu sangue nos lábios de Margareth, a chuva inesperada. Ao olhar para Luce, vira suas asas. Era deslumbrante. Ele não sabia o que fazer. Ao perceber seu olhar de resignação, de despedida, Magnus desesperou-se. Ele percebera o que havia acontecido. Ela tinha se sacrificado para salvar Margareth. Mas ele não poderia deixar isso acontecer. Ele precisava dela mais do que qualquer coisa em sua eternidade. Aproximando-se dela, puxando sua mão, Magnus disse, sussurrante. 

- Luce, não vá... eu preciso de você, por favor, não vá!
- Eles vão me matar - Ela sussurrou baixo. Com medo. - Eles fizeram isso com minha mãe. 

 Ela olhou para a porta da mansão rangindo ao se abrir e o seu pai sair furioso e gritando. Ela seguiu o olhar dele até Margareth. Luce recuou aos poucos, encostando no balanço como sua mãe fizera. Era, por instantes, incrivel como seus movimentos eram identicos. Luce arfou ao ver os olhos de Magnus. Sofrimento. Ela reconhecia isso.

- Está satisfeita, Luce? Terei de matar a você... Assim como fiz com sua mãe... - bravejou sua madrasta. 

 O pai havia parado na soleira da porta, sem conseguir se mover um passo. Até ele sabia o quanto Clarisse era poderosa. Os vampiros de outros clãs seguraram o pai de Luce, ele até poderia se libertar de um, mas eram muitos. Os olhos dele entregavam toda dor e angústia que sentia. Luce percebeu as sombras aumentarem. Seus olhos marejaram enquanto Clarisse falava cada detalhe de como matara sua mãe. A dor, os cortes, os cães do inferno. E como estes a dilasceraram sem dó.
 Por instantes Luce se sentiu satisfeita, ela viu Margareth se levantar do chão e puxar Magnus, prendendo-o com força, salvando-o de certa forma. Luce olhou-o e murmurou um Adeus baixo.
 Magnus, por sua vez, desesperou-se ao ver a mulher aproximar-se, falando coisas horriveis. De repente, sentiu alguem o segurar, prevendo sua reação. Era Margareth, ela estava viva novamente. Ele estava feliz por ela, mas ele queria salvar a Luce. Desprendendo-se dos braços de Margareth, ele correu em direção de Luce, parando em sua frente, impedindo a mulher de encostar nela. 

- Vá embora, deixe-a em paz! - Ele disse, furioso e desesperado. 
- O que você acha que é, mocinho? Acha que pode me impedir de matar ela? - Disse Clarisse Witch, sinica. Ele a odiara. Nunca odiou ninguem assim, tão rápido. Magnus rugiu, deixando suas presas a mostra. Ele não a deixaria matar Luce, mesmo que para isso ele precisasse morrer em seu lugar. - Saia da minha frente, rapaz! Ou irá morrer junto com ela! 
- Veremos! - Magnus avançou em Witch, derrubando-a. Segurando em seus braços, Magnus virou-se para Luce, gritando: - Fuja, Luce. Vá embora!
- Luce faça o que ele está mandando! - Luce ouviu um som baixo em seu ouvido e então olhou para tras. Era Philiph, Luce cambaleou para o lado. Voltando a olhar ficamente para Magnus. Philiph seguiu seu olhar - Eu o ajudo. - Seus olhos demonstravam tanto carinho por Luce que por instantes ela pensou em fazer o que ele pedira. Mas ao olhar novamente e ver que Clarisse havia tomado a frente, ela olhou dentro dos olhos castanho claro de seu protetor. 
- Não é sua luta. - disse enquanto reparava no medo que tinha em falhar com ela.

Luce disparou em direção a casa. empurrando a todos os convidados que nessas horas estavam todos armando planos para ajudar a madrasta. Ela desceu até o porão. Ao lado da porta se encontrava um molho de chaves de diferentes tamanhos. Não tinha tempo para procurar. Luce, em meio a adrenalina, se chocou contra a porta de madeira forte e a derrubou. Nunca se sentiu tão forte. Ela respirou fundo, a essa hora ela tava perdendo o ar. Pegou duas espadas de platino puro. Uma para ela e outra para Magnus. Ela sabia que poderia morrer, mas nao deixaria seu amado falecer. De forma alguma. Em minutos Luce voltou ao gramado. Olhando Philiph desembanhar sua espada também e se posicionar. Ele assentiu para ela

- Magnus... - Luce gritou o mais alto que pode. E assim que jogou a espada pesada, o viu pegando a mesma, fez sinal para o peito e sinalizou a espada. Clarisse entendera. Ela olhou furiosa para Luce. Deixando escapar um rosnado alto.

 Magnus ao pegar a espada no ar, posicionou-se em direção a mulher. Magnus precisava mata-la, ou ela mataria a todos. Ele fez sinal positivo para Luce e ficou ao lado de Philiph, que estava ajudando-o a se defender. 

- Philiph, vá para aquele lado. - Luce gritou para o anjo de asas cinzentas porém brilhantes, sinalizando para o lado de Clarisse. Ele correu, e ficou onde ordenando. 

 Magnus foi em direção a madrasta de Luce, seguido por Philiph e logo depois a propria Luce. Com a espada erguida, Luce foi em sua direção, cheia de força. Emanava poder dela, ela brilhava com toda sua aura. Mas Clarisse jogou algum tipo de força magnética em cima de Luce, derrubando-a, deixando distante de sua espada.Enfim esse era o poder da vampira, campos magnéticos, campos de extrema força aperfeiçoada com o tempo. Magnus observou-a cair, mas não perdeu o foco. Já Philiph, perdeu a atenção e foi derrubado também. Luce bateu forte a cabeça na barra de prata do balanço, fazendo sangrar um pouco, mas o bastante para Margareth se aproximar, salivando um pouco, com as presas a mostra. Luce gritava de dor, Clarisse estava a perfurando por dentro. Luce viu, turvamente, Magnus ser ferido. o que aumentou sua dor. 
Pequena vadia, achou mesmo que ia conseguir ? - sibilou sinicamente para Luce e agachou em frente a ela. Pegando a espada em sua mão e colocando no peito de Luce.
- Cala a boca - luce arfou e viu que Philiph havia se reerguido. 
- LittleBitch - ela murmurou baixo e desferiu tapas fortes no rosto de Luce, ferindo-a levemente no peito com a ponta da espada. A garota fechou os olhos, apertando-os, foi quando ficou visivel, as asas tão brancas quanto a neve. Essas brotaram de suas costas, tão grandes e até mesmo maiores que Luce. Na mesma hora luce foi suspensa no ar. Sem fazer força. Luce emanou de suas mãos uma luz. Ela não sabia como havia feito aquilo, ela apenas... estava fazendo. Jogou a forte luz diretemente a Clarisse fazendo-a cambalear.

Small Angel - Tears of Blood [Part. 2]

 Margareth se aproximou e viu a jovem sentada no balanço. Furiosa, olhou para Magnus e diz sibilante: 
- Quem é essa Magnus? O que vocês estão fazendo aqui sozinhos? 

Mas Magnus não a respondeu, apenas suspirou pesadamente, e observou o rosto confuso de Luce. Luce olhou para Magnus enquanto ele falava. Será que ele realmente seria diferente dos demais? Desde pequena ela se acostumou com a forma vampírica e sanguinária. Ela se lembrou de Clarisse  Witch, sua atual presença feminina a segurando pelos braços, forçando-a ver a mãe ser morta por dezenas e dezenas de vampiros. Aquilo a maltratou durante anos. Luce ficou por um instante fitando o chão. Ela balançou a cabeça, tentando disperçar as imagens e voltou a olhar Magnus com algumas lágrimas vermelhas escorrendo pelo canto de seus olhos. As gotas de sangue ardiam enquanto se arrastavam, pareciam queimar sua pele, mas ela sabia que não fazia isso. Era só a mágoa queimando ao ser impulsionada involuntariamente a sair de dentro de seu corpo, para o exterior dela. Luce percebeu a presena de uma outra garota, era baixinho e seu cabelo castanho claro extremamente liso caia perfeitamente até os cotovelos.
Ela continuou fitando a garota um tanto assustada com seu olhar furioso. 

- Desculpe, não sabia que tinha namorada do contrário não teria te trazido aqui... - Luce engoliu em seco os olhares e os possiveis pensamentos na bela e pequena garota ao lado de Magnus. 

Sentindo o estomago embrulhar. Luce se levantou, se distanciando bastante dos dois, passando pelo labirinto onde costumava se esconder. Ela memorizara cada pedaço daquele labirinto conseguindo chegar ao outro lado rapidamente. Olhando o lago calmo com dois cisneis ao longe, juntos. Um ao lado do outro.
Magnus ao vê-la sair, ficou ainda mais furioso com Margareth. Ele não a aguentava mais, depois de todos esses anos, precisava dar um basta nisso. Essa era a hora. Ele não iria deixa-la estragar sua vida mais uma vez. Furioso, Magnus segurou no braço dela, olhando-a fixadamente.

- Margareth, pare de me perseguir. Estou cansado de suas confusões, você não é nada pra mim, e faz questão de deixar parecer que somos um casal! Você é louca! - Magnus saiu brutalmente. 

 Deixando-a lá e seguindo a Luce, sentindo seu cheiro. 

- Luce? Volta, ela não é minha namorada, me deixe explicar. - Mas não havia resposta. Ela tinha se escondido. Magnus continuou a chamar e procurar-la. Viu um leve movimento nas folhas do labirinto e foi até lá, se enrolando um pouco nos caminhos confusos. Seguiu o cheiro inconfundível da garota. Então a viu, parada em frente a um lago e aproximando-se de sua pequena figura. Sussurrou, envergonhado - Luce, me desculpe por aquilo, ela é louca... deixe-me explicar.

 Ela se sentiu um tanto irritada. Afinal, o que estava acontecendo com ela? Ela não podia simplesmente exigir algo de quem ela nem conhece. Mas ela sentiu algo, dentro dela, como se o conhecesse. Estava confusa. Ela sabia por que de seus olhos saiam sangue e não lágrimas comuns. Ela só não sabia por que estava acontecendo agora. Ela o viu por perto. Sua silhueta aparecia no reflexo da água do lado. Então respirou fundo, se ajoelhando, em frente ao lago e limpando o sangue de seu rosto. A cada toque daquelas gotas vermelhas, ela sentia como se o local estivesse pegando fogo. Ela olhou por sobre o ombro o rapaz ainda permanecia ali. 

- Não precisa explicar. Volte para a festa, meu pai pode estar procurando por você. - ela murmurou baixo, sua voz quase não saia. 

Luce era sempre forte, estava acostumada a enfrentar lobos, vampiros, bruxos... todo tipo de criatura. Ela aprendeu a lutar com espadas e descobriu poderes que envolviam seu signo e seu passado. Por que justo agora, ela estava tão frágil? Sentindo-se fraca, nao fisicamente, mas emocionalmente a garota bateu com força na água calma do lago, fazendo espirrar para todos os cantos, exceto nela mesma. Esses eram os dons de seu signo, controlar a água. Fora outros mais segredos que a envolviam. 
 Enquanto isso Magnus ouviu seu murmurio baixo, vendo-a ajoelhada. Ele não se moveu. Ficou alí, fitando-a. Ele sempre odiou ver alguem sofrer, pois sempre lembrara de si mesmo. Lembrava de seu passado conturbado, cheio de dor. Ele queria tirar isso da cabeça e esquecer pra sempre. Foi quando Luce bateu na agua, espirrando agua, molhando a ele e tudo a nossa volta, menos a ela, ele viu que ela era ainda mais especial que parecia. Foi então que ele reparou em suas lágrimas vermelhas rolando pelo seu rosto. Chocado, Magnus quis ajuda-la urgentemente. 

- O que está acontecendo, você está bem? Tá acontecendo alguma coisa? - Magnus abaixou, ajoelhando-se ao seu lado, com seu rosto cheio de preocupação, pousando a mão em seu ombro.

 Luce sentiu o toque leve de Magnus, o que fez com que ela se enchesse um calor diferente e um leve formigamento onde sua mão estava pousada. Ela deixou escapar um alto e profundo suspiro e olhou para ele assim que conseguiu remover a mancha de sangue de seu rosto. Luce se virou para ele, que estava tão perto, tão tocável. Podia sentir a respiração lenta dele, mas não podia ouvir seu coração. Logo ela se lembrou de que apenas ela era diferente e possívelmente tentada a morrer se revelasse qualquer segredo seu a algum dos convidados. Luce não conseguiu evitar, mesmo sabendo do que podia acontecer depois, ela esticou as mãos e levou até a face do rapaz, tocando a máscara que cobria seu rosto, com delicadeza ergueu a mesma, podendo ver os detalhes do maravilhoso rosto de Magnus. E o principal, pode ver seus encantadores olhos. Durante instantes ela ficou parada olhando-o sem saber o que falar ou fazer.
  Magnus sentiu seu toque e deixou ser levantada a sua mascara, mesmo tendo receio de decepciona-la. Ele obsvervou seu olhar, e ficou corado, sem reação. Vendo-a, desejando ver sua alma, saber sobre tudo. O que ela gostava, de que ela precisava. Ele daria qualquer coisa que ela pedisse. Foi então que percebeu sua situação. Meio sem jeito, segurou na mão de Luce e levantou, trazendo-a consigo. Parado fitando-a, Magnus levou sua mão ao rosto dela, tentando guardar aquela imagem para sempre. Aquele rosto jovem, belo, delicado e acima de tudo, misterioso. Ela deixou-se ser guiada por ele, seu toque leve e frio causava leves arrepios que a fazia se encostar cada vez mais nele. Luce não conseguiu desviar os olhos dos dele. Eram fixantes, misteriosos e de certo modo verdadeiros. Ela nunca vira algo assim nos olhos de outros vampiros. Ela deslizou a ponta dos dedos pelos contornos dos olhos de Magnus, dexando escorregar pelos lábios avermelhados e macios, depois deixando as mãos pousadas no peito do rapaz. Magnus sentiu seu toque, e foi como se uma corrente elétrica atravessasse seu corpo. Ele estava em transe, e Luce também. Cada toque era uma descoberta. Magnus delicadamente colocou a mão em sua nuca, e aproximou seu rosto do dela, preparando-se para beija-la. Foi então que ele ouviu gritos. Era uma mulher. Relutantemente, Magnus desviou o olhar para o lugar de onde vinha o grito. Vinha de onde estavam, do balanço. Ele voltou sua atenção a Luce. 

- O que será que aconteceu ?

Luce se assustou e olhou diretamente para onde vinham os gritos ao perceber que vinha do balando, disparou pela grama, passando rapidamente dentro do labirinto. Preocupada. Virou-se para ver se Magnus ainda estava perto dela. Diminuiu os passos ao vê-lo chegando e depois voltou a correr mais rapido. Magnus acompanhou a Luce, na mesma velocidade. Ele estava pertubado, aqueles gritos eram apavorados. Aqueles gritos a fizeram ter um forte deja vu. Ela fizera a mesma coisa quando ouviu os gritos de sua mãe. Luce balançou a cabeça, não poderia perder o foco, poderia estar acontecendo o mesmo com outra pessoa. Mas ao chegar lá Luce freou fortemente dando de cara com a outra garota que estava anteriormente com Magnus. Assim que o mesmo chegou ao local deparou-se com Margareth estendida no chão. Seu corpo congelou. O que acontecera? Quem fizera aquilo? Magnus correu até ela, segurando seu corpo sem movimento. Ainda havia respiração, ele precisava salva-la.

Small Angel - Tears of Blood [Part. 1]

Luce passara toda tarde em seu quarto, não aguentava mais os pais falando tanto a ela sobre o baile e como precisava permanecer ali. Lógico, dava para se entender, todos naquele salão seriam vampiros e ela humana, ou ao menos pensava ser. Como sempre, Luce ia de contrário aos pais. Ela se olhou no espelho e começou a se arrumas, Pegou o vestido azul de seu armário. Ficara em frente ao espelho examinando-o em seu corpo enquanto davas giros lentos e dançantes, colocou os sapatos e o resto de seus acessórios, não podendo esquecer do cordão protetor de cristal. Calmamente pegou a máscara e fixou seu olhar nela. Com um sorrisinho um tanto malicioso brotou no rosto, deixou a mesma em sua cama e se direcionou a porta. Seria bom que ao menos alguém naquele imenso salão não sentisse obrigada a tapar parte de seu rosto. Transpassando a porta viu o salão por cima da elegante escadaria. Desceu degrau por degrau lenta e graciosamente. Magnus estava andando pelo salão lotado, cheio de mascaras e fantasias. Cada um alí tinha um sonho, um desejo. Mas, nem todos conseguirão realiza-los. A vida é assim, até mesmo sendo como os presentes, vampiros. Alguns foram falar com ele, todos felizes e sorridentes. Uma pequena moça veio em sua direção, era a Margareth. Não aguentava mais ouvir sua voz, ela o irritava mais que qualquer um alí. Escapou dela, indo para a varanda. O as fresco ajudou a clarear suas ideias, e pode pensar melhor. Foi então que ele a viu... A pequena e linda moça descendo as escadarias do Castelo, ela era deslumbrante... Magnus fixou seu olhar na dama que descia graciosamente a escadaria, vendo cada movimento de seu corpo. De repente, teve que desviar seu olhar, Margareth chegara, já falando e falando. Ele tentou ignora-la e continuar a olhar a jovem, mas ela era insistente. Pedindo sua atenção. 
- Magnus, o que é que você tem? Eu to aqui falando a horas e você nem olha pra mim. 
- Nada, Margareth. Nada. 
- É algo sim, pra quem você tanto olha ? - Ela desviou seu olhar até a jovem que falava com um casal, que aparentava ser seus pais. 
- É pra ela, que você tanto olha? 
- Do que você tá falando, Margareth ? O Paul deve esta te procurando... 
- Não, não tá... ele tá que nem você. Porque tá todo mundo me ignorando? - Ela continuou a falar, mas Magnus não a ouvia mais, só tinha olhos para a bela jovem.

 Assim que desceu, Luce foi interrompida por Clarisse que tentava fazê-la subir novamente, antes que alguém visse. A garota apenas contonou os movimentos da mulher com agilidade. Revirando os olhos quando ela reclamava em seu ouvido mandando-a subir. 

- Você enlouqueceu garota? - sibilou sua madrasta perto de sua orelha. Luce recuou um pouco com a voz agressiva. 
- Não, não enloqueci, Clarisse - Retrucou Luce, encarando-a enquanto seu nome saia como uma palavrão da boca de Luce. 
- Então volte para o quarto. 
- Não vou voltar olhe... - Luce virou para a madrasta sem muita vontade tocando com a ponta do indicador a gargantilha em seu pescoço e voltou a dizer - Eu não sou tão ingenua. Eles não vão me machucar.

 Clarisse poderia continuar reclamando e pedindo para que Luce voltasse ao quarto. Mas já era tarde um casal veio em direção a eles. Ambos elegantes em seus trajes pretos. A mulher com os belos cabelos loiros ondulados emoldurando a face jovial se aproximou dando um beijo no rosto de Luce, que por instantes congelou em seu lugar, quando a loira abaixou o rosto tocando a ponta do nariz gélido em seu pescoço. Luce se afastou por instinto e acenou com a cabeça para ambos. A garota com muita graça retribuiu os olhares e com educação respondeu todas as perguntas. Mesmo se assuntando, quando seu pai apareceu atras dela, sibilando ainda parecendo mais irritado "Conversaremos depois sobre isso. Você sabe onde isso vai parar..."
  
 Magnus se afasta de Margareth, deixando-a sozinha. E foi em direção de Paul, que flertava com uma jovem. Magnus o chamou discretamente, sorrindo para a jovem. A sós com ele, Magnus diz com raiva: 

- Paul, porque você trouxe a louca da Margareth? Ela não pára de enxer meu saco.
- Ah, meu querido, ela era mais um rosto bonito da nossa convensão, o que custava traze-la? 
- O que custava? Ela tá pior que antes! 
- Ah, cara. Relaxa! 

 Magnus se cansou da calma de Paul e saiu andando de cabeça baixa. Sua mascara o deixava invisivel para alguns, o que era bom. Parou perto de uma pilastra, e ficou lá, parado de cabeça baixa.Foi então que se viu ainda mais perto daquela bela jovem. Ela desviou o olhar do casal a sua frente por um instante e prestou atenção em um dos garotos. Ela reparou na máscara escura que usava e que cobria parte de seu rosto, deixando-a curiosa. Queria poder ver seus olhos, o que a máscara e a distancia atrapalhavam bastante. 

- Sinto muito, tenho que ir lá pra fora. - Ela murmurou num tom baixo para o casal e voltou a olhar para Magnus. Sem saber quem ele era ou que queria ali.

 Parecia nervoso, o que apenas deixou-a mais curiosa. E a fez se esquivar dos corpos dançantes do salão e encurtar ainda mais a distancia entre os dois. Contornou-o. Sabia com o que estava se metendo. Mas a curiosidade e o repentino desejo tomou conta dela então, sem conseguir se conter ela sussurrou baixo, sabendo que ele ouvia... 

- Nada melhor para a raiva do que ar puro.- Ao dizer ela continuou caminhando. 

 Andou até fora da mansão e depois até o jardim, indo em direção ao antigo balanço, onde sua mãe verdadeira a empurrava quando viva. Luce se sentou ali, tocando levemente as flores que cobriam todos os ferros e a prata que havia naquele balanço. Passos a fizeram ter certeza que o rapaz a seguiu. Ele realmente a seguiu, andando atras dela. Ao vê-la se sentar naquele balanço antigo coberto de flores. Ficou alí parado por um tempo, observando-a. Ele se encantara completamente com sua delicadeza, com seu perfume que emanava de seus poros. Imerso em pensamentos, viu que ela o encarava.  

- Porque falou comigo? Percebeu que te olhava? - perguntou ele, cansado do silencio.
  
 Luce com um sorriso timido nos lábios pensou um pouco em sua resposta. Ela não havia percebido se ele a olhara ou não no salão. Ela apenas se encantou com algo nele. Ela suspirou e brincou com o pingente de cristal que parecia rubi pelo vermelho que emanava dele. Um brilho forte na cor de sangue que deixou Luce um tanto confusa. Ela se lembrou da pergunta e voltou a fitá-lo.

- Estava me olhando? - ela pergundou ficando séria. E então continuou - Eu apenas odeio zangadinhos no mesmo lugar que eu... - ela esboçou um sorriso brincalhão. - Qual seu nome rapaz?

Magnus sorri, desviando o olhar. 

- Olhava sim, você está deslumbrante. - Ele se sentou em um banco, proximo ao balanço, de frente pra Luce. - Meu nome é Magnus. Sou lider da convensão de Vancouver. E você, como se chama? - Perguntou, encarando-a.
- Luce - respondeu fitando o rosto de Magnus, procurando os olhos que tanto desejava ver - É mais um daqueles que se glorifica por matar inocentes e por ser líder de uma familia de matadores sanguinários? - ela tentava manter a mente focada naquele momento e não lembrar de como sua mãe biológica havia sido morta. O quanto de sangue viu naquela horripilante madrugada.

 Magnus ouviu aquelas duras palavras, observando seus olhos ficarem distantes. 

- Não, não matamos ninguem. Pelo contrário, condenamos aqueles que o fazem. - Magnus a respondeu seguramente. Ele havia percebido algo em seu olhar, algo que a deixava triste. Magnus vê uma sombra aproximar-se. Era Margareth. Ela não desistiria tão fácil. 
 - O que tá fazendo aqui? Eu te procurei por todo lugar! - resmungou Margareth e Magnus desejou ser invisivel naquele momento e sair com Luce ao seu lado. Porem, só traria mais confusão.