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| Foto por: Apolo (@apolo.6) |
Há dias em que sou tantas de mim em tão pouco tempo. Horas em que me dispo de qualquer desgosto por ser essa confusão de sentidos e sentimentos. Eu me assumo romântica, conservo meu arcaísmo na modernidade que é o mundo e, por consequência, minha vida. Sou daquelas que gosta do imprevisível, mas não o suficiente para me jogar por completo no que desconheço. Ambiguidade na certeza e certeza na ambiguidade. Há algo mais moderno que o confuso?
Nunca recebi flores, mas também nunca concordei com a impressão que dão a elas, como se fossem símbolos do amor do casal. Se é para ser símbolo vivo, porquê entregarias a mim algo que está sem vida? Ainda assim, me encanto com a beleza e a demonstração de afeto. Na verdade, me encanto até mesmo com o ar quando a pessoa certa está por perto.
Admito, tenho tendência a fazer do que sinto o habitat perfeito. Sou camaleão, me adéquo ao ambiente, ao momento, ao que se sente, a vida e seus desdobramentos. Moldo-me ao que se faz presente.
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| Foto: Apolo (@apolo.6) |
Sou camaleão de alma aberta.
Me sinto assim liberta de todos os padrões e obrigações impostas a mim e aos que na Terra vivem. Mudo em mim aquilo que quero, apenas com o intuito de a mim agradar. Amo quem me cativar. Abro as portas para quem quiser embarcar nesse mundo confuso e multicolor. Confesso, não busco ser perfeita, tão pouco acobertar meus defeitos. Apenas aceito meu lugar camaleônico no mundo.
Sou camaleão do universo que habita em mim que, por sorte abriga a ti.
Sou camaleão única e exclusivamente do que repousa em meu coração.


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