Esta não será a última carta de amor que lhe escrevo, mas atente como se fosse. E confesso que prefiro o gosto de suas expressões quando declaro-me pessoalmente. Não me contento em apenas imaginá-las,
Quero lhe contar o quão extraordinário seu sorriso pode ser. Um sorriso de oito graus na Escala Ritcher, eu descreveria. Um riso que quebra qualquer utopia, uma alegria ser tão real. Uma boa realidade ao alcance do coração. E se o essencial é invisível aos olhos e apenas enxergado com o coração, meu pequeno príncipe, és essencial para mim. Com você sorrindo assim, de volta para mim, me sinto arremessada na décima nuvem. Nos ares dos seus encantos, percebo em seus olhos um brilho estonteante, resquícios da Via Láctea, que me guiam nessa viagem intergaláctica. Nesse universo de olhar és pó de lua.
Sei que já confessou que a garota que você deixou para trás, já não lhe trazia mais aquela paz. E que o morno não lhe satisfaz. Eu entendo. Mas posso ser diferente. Sabe, você veio para somar. Como eu era antes de você? Alguém comum, tentando ser a garota exemplar, mas que temia falhar. Até você mostrar, que não há problema em errar. Antes disso, eu segui por cidades de papel, em busca de abrigo. Mal sabia eu do perigo de prender sentimentos em gaiolas. Mas uma curva na estrada uniu meu caminho tão divergente ao seu.
Um pedido às estrelas que foi realizado.
Desde então, sabes que estarei aí, pode chover, fazer sol ou até mesmo nevar. O que é que tem de mal? Deixe a neve cair, que assim a gente pode dividir o edredon, se aquecer e conhecer mais do outro. O que digo é que até nos maus tempos, estarei aqui. Fácil como um mais um. E no fim do dia, como o equinócio, venho para igualar a energia nas loucuras da rotina.
Lhe digo mais, farei os momentos valerem o galinheiro, não apenas a pena. Se com isso sorriu, já me contenta.
A graça da coisa, foi você com seu jeito torto, em meio a tudo me arrancar um sorriso ou dois, e depois, adentrar meu universo particular. Me deixar em chamas. E enfim libertar meus sentimentos guardados. Afinal porquê se aprisionar se isso lhe impedirá de se apaixonar? Você me ensinou que para aprender a voar, é preciso se arriscar.

Perfeito.
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